Em 2025, o Brasil testemunhou uma mudança significativa nos fluxos migratórios, com os cubanos ultrapassando os venezuelanos pela primeira vez e assumindo a liderança nos pedidos de refúgio no Brasil. Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), divulgados em 22 de janeiro, apontam que das 75.599 solicitações registradas no ano passado, 41.919 (55,4%) foram de cidadãos cubanos, marcando um aumento expressivo e a consolidação de uma nova dinâmica migratória no país.
O estudo "Refúgio em Números 2026" detalha que o total de 75.599 pedidos de refúgio no Brasil em 2025 representa um volume considerável, impulsionado, em grande parte, pelas solicitações de cubanos. Este grupo registrou um aumento notável de 88,1% em relação ao ano anterior, evidenciando uma intensificação da busca por proteção internacional.
Os venezuelanos, que historicamente lideravam as estatísticas, aparecem em segundo lugar no ranking de 2025, com 21.233 pedidos de refúgio. Essa quantidade corresponde a 28,1% do total de solicitações recebidas ao longo do ano.
Outras nacionalidades também buscaram amparo no Brasil, com destaque para colombianos (1.432), angolanos (1.253), marroquinos (888) e ganenses (792) entre os principais solicitantes de refúgio.
O volume total de solicitações em 2025 reflete uma clara retomada dos fluxos migratórios em direção ao Brasil. Esse movimento já havia sido observado nos anos anteriores, com 50.355 pedidos em 2022, 58.628 em 2023 e 68.159 em 2024, após um período de restrições mais severas impostas pela pandemia de covid-19.
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Distribuição regional dos pedidos
A análise da distribuição geográfica revela que mais da metade das solicitações processadas pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), precisamente 52,4%, foi registrada na Região Norte do país. A Região Sudeste, por sua vez, concentrou 29,2% dos pedidos de refúgio.
Na Região Norte, os principais solicitantes da condição de refugiado eram provenientes, em sua maioria, da Venezuela, com 13.125 registros, e de Cuba, com 11.490. A Colômbia também se destacou com 524 solicitações.
Em contraste, a Região Nordeste apresentou o menor percentual de solicitações atendidas pelo Conare, com apenas 1,9%. As regiões Sul e Centro-Oeste registraram 13,3% e 3,2% do total, respectivamente.

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