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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
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Facebook aprova anúncios com desinformação eleitoral no Brasil, alerta ONG

Testes da Anistia Internacional revelam que a plataforma da Meta aceitou mais de metade das publicações irregulares enviadas do exterior antes do pleito.

Facebook aprova anúncios com desinformação eleitoral no Brasil, alerta ONG
© Valter Campanato/ Agência Brasil
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Um estudo recente da Anistia Internacional Brasil revelou falhas no Facebook ao permitir a veiculação de anúncios com desinformação eleitoral. A análise foi apresentada nesta terça-feira (25), a exatamente 40 dias do primeiro turno das eleições, apontando lacunas na moderação da plataforma controlada pela Meta.

Ao todo, os ativistas submeteram 15 publicações pagas em português, direcionadas a eleitores brasileiros a partir de 16 anos. Deste total, 14 continham conteúdos antidemocráticos ou falsos, enquanto apenas um anúncio possuía teor neutro.

A ONG categorizou os conteúdos enganosos em três frentes principais: a deslegitimação do processo votacional, a construção de inimigos políticos ou institucionais e a defesa de posições autoritárias sob o pretexto de segurança pública.

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Em um dos conteúdos aprovados, a mensagem defendia expressamente uma intervenção militar caso o comparecimento no pleito ficasse abaixo de 50%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu publicamente esse tipo de afirmação em diversas ocasiões.

Aprovações e justificativas da rede

Dos 14 materiais com informações falsas, oito tiveram a veiculação programada com sucesso. A Anistia Internacional explicou que agendou os anúncios para datas futuras justamente para conseguir cancelá-los antes da publicação efetiva, impedindo que chegassem aos usuários.

Curiosamente, as sete rejeições — que incluíram a peça neutra — não ocorreram por identificação de dados falsos. A Meta alegou que a conta precisava de verificação de identidade por se tratar de propaganda política ou social.

Críticas da ONG e envio do exterior

Para a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, é alarmante que o sistema de moderação não tenha barrado a maioria das peças. A dirigente criticou a lucratividade da empresa com sistemas publicitários que viabilizam tais conteúdos.

Outro ponto crítico levantado pelo pesquisador Ummar Bashir é que os envios foram feitos diretamente de Londres, sem o uso de VPN para ocultar o IP. Isso evidencia o risco de interferências externas nas eleições brasileiras.

Posicionamento da Meta e regras do TSE

Em resposta, a Meta declarou que o relatório se baseia em uma amostra irrelevante de anúncios não publicados. A empresa destacou seus investimentos contínuos em segurança e múltiplos mecanismos de análise para proteger o pleito de 2026 no Brasil.

De acordo com a Resolução 23.610/2019 do TSE, as plataformas digitais possuem o dever legal de combater fatos sabidamente inverídicos, devendo remover conteúdos que ataquem o sistema de votação sem necessidade de prévia ordem judicial.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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