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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Brasil e EUA marcam reunião virtual para discutir o tarifaço dos EUA

Encontro entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer ocorre após telefonema entre Lula e Trump, buscando aliviar impacto de US$ 6,6 bilhões nas exportações.

Brasil e EUA marcam reunião virtual para discutir o tarifaço dos EUA
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Representantes dos governos brasileiro e norte-americano realizarão uma reunião virtual na próxima segunda-feira (31), às 14h30, para tratar sobre o tarifaço dos EUA imposto aos produtos nacionais. O encontro entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial norte-americano (USTR), Jamieson Greer, busca reabrir as negociações bilaterais.

A retomada das conversas institucionais foi combinada durante uma ligação telefônica de 80 minutos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Na ocasião, a conversa correu de forma cordial, permitindo o estabelecimento de um canal direto de comunicação em meio ao impasse econômico provocado pelas recentes barreiras alfandegárias norte-americanas.

Durante a chamada, o chefe de Estado brasileiro reforçou a necessidade de restabelecer o diálogo produtivo e contestou os argumentos de Washington. Lula destacou que as alegações usadas pelos Estados Unidos para justificar a sobretaxação são inconsistentes e prejudicam a economia de ambas as nações.

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As justificativas apresentadas pelos norte-americanos para embasar as sanções envolvem temas como propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol, acordos preferenciais, desmatamento, uso do Pix e alegações de trabalho forçado. Apesar dos questionamentos, Trump concordou em reativar as conversas entre as equipes técnicas.

Impacto do tarifaço nas exportações brasileiras

Em julho, o USTR aplicou uma sobretaxa inicial de 25% sobre diversos setores produtivos do Brasil, incluindo siderurgia, vestuário, calçados, açúcar, farmacêuticos e máquinas agrícolas. Posteriormente, uma alíquota adicional de 12,5% foi adicionada sob a alegação de falhas no combate à importação de mercadorias ligadas a trabalho escravo.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, as medidas tarifárias afetam cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Diante disso, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as sanções, e Washington aceitou integrar o processo de consultas formais na entidade.

O governo brasileiro ressalta que a balança comercial entre os dois países é favorável aos norte-americanos, que vendem mais produtos ao mercado nacional do que compram. Com a aplicação do princípio de reciprocidade econômica, Brasília visa mitigar as perdas financeiras na renda interna e na indústria local.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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