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Segunda-feira, 24 de Agosto 2026
Notícias/Direitos Humanos

Unicef cobra de candidatos propostas de prevenção à violência infantil

Estudo da entidade analisou planos de governo nas eleições e apontou falhas na criação de políticas públicas voltadas às vulnerabilidades de crianças e adolescentes.

Unicef cobra de candidatos propostas de prevenção à violência infantil
© Agência Brasil
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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) cobrou que os candidatos à Presidência da República dediquem mais atenção à prevenção da violência infantil no Brasil, exigindo propostas preventivas no debate eleitoral.

Após analisar as propostas de cinco candidaturas, pesquisadores do órgão apontaram que a maioria dos candidatos foca em respostas punitivas em vez de agir diretamente na origem do problema.

Embora reconheça avanços sociais no país, o Unicef alerta que os índices de agressão continuam alarmantes e exigem respostas adaptadas a cada perfil de vulnerabilidade.

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Segundo o representante da organização no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, é indispensável agir preventivamente por meio da educação, saúde, assistência social e suporte familiar para proteger crianças e adolescentes.

Soluções recomendadas

A entidade defende a inclusão da parentalidade protetiva em políticas públicas existentes, capacitando agentes que visitam os lares para instruir cuidadores sobre práticas não violentas.

Outra medida proposta é a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes, integrando setores como emprego e educação para mitigar fatores de risco.

Cenário de violência no país

O diagnóstico é sustentado por números graves: no ano passado, 2.079 crianças e adolescentes foram vítimas de mortes violentas no Brasil, média de seis por dia, atingindo majoritariamente jovens negros do sexo masculino.

Além disso, o Anuário de Segurança Pública registrou em 2025 mais de 38 mil casos de maus-tratos domésticos contra menores, o dobro do ano anterior, além de 61 mil estupros cometidos por conhecidos.

Desigualdades e ausência de recortes

A avaliação indicou que os programas eleitorais tratam o público infantil como um grupo único, ignorando especificidades de raça, etnia, gênero, deficiência e território.

O Unicef criticou a falta de atenção direta a crianças negras e indígenas, mais vulneráveis a abusos, destacando que citações a meninas e pessoas com deficiência foram limitadas.

Análise das abordagens políticas

A pesquisa identificou 178 registros sobre o tema nas diretrizes dos candidatos Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.

Os planos de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema enfatizam o combate punitivo, enquanto Ronaldo Caiado combina foco na investigação com ações preventivas intersetoriais.

Já o programa de Lula concentra-se em estratégias de prevenção da violência infantojuvenil, ao passo que Renan Santos não trouxe citações explícitas ao assunto.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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