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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Notícias/Economia

Arrecadação com imposto seletivo deve alcançar R$ 41,9 bilhões em 2027 no Brasil

Projeção oficial enviada ao Congresso detalha a cobrança sobre itens nocivos à saúde e ao meio ambiente, com início previsto para o próximo ano.

Arrecadação com imposto seletivo deve alcançar R$ 41,9 bilhões em 2027 no Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A arrecadação com o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, deve atingir R$ 41,9 bilhões em 2027. A estimativa integra o Projeto de Lei Orçamentária Anual entregue ao Congresso Nacional.

O novo tributo decorre da reforma tributária e incidirá sobre itens prejudiciais à saúde ou ao ecossistema.

A lista de taxação engloba cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes e veículos poluentes.

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Também entram na mira a extração mineral, loterias e apostas esportivas.

Embora a cobrança comece em 2027, as regras definitivas dependem de aval do Legislativo.

Estratégia de transição

O Ministério da Fazenda pretende manter uma carga tributária similar à atual durante a fase inicial.

Posteriormente, as alíquotas poderão subir para desestimular o consumo de produtos nocivos.

No setor de bets, a tributação será inédita.

O governo busca um equilíbrio para evitar a migração das plataformas para a ilegalidade.

Custos para a saúde pública

O governo justifica a medida com base nos impactos financeiros gerados por esses produtos.

Dados da Fiocruz mostram que o álcool provocou R$ 18,8 bilhões em custos no ano de 2019.

Desse total, R$ 1,1 bilhão representou despesas diretas do SUS com internações.

No caso do tabagismo, os prejuízos anuais chegam a R$ 153,5 bilhões, somando tratamentos e perdas produtivas.

Reforma tributária em andamento

O imposto faz parte do novo sistema de consumo aprovado em 2023.

A transição ocorrerá de forma gradual até o ano de 2033.

Em 2027, o tributo vai coexistir com a Contribuição sobre Bens e Serviços.

Juntas, as novas taxas devem injetar bilhões nas contas públicas.

Reação do setor produtivo

Empresários argumentam que o país já possui uma carga tributária elevada.

Há temores de queda nas margens de lucro e aumento da pirataria.

O governo defende que a função regulatória é essencial para proteger a sociedade.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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