Um levantamento recente do Instituto Update analisou doze candidaturas à Presidência da República. O estudo revelou que as propostas para mulheres nos planos de governo concentram-se em temas como violência, saúde e cuidado.
Apesar de reconhecerem problemas urgentes, os programas ainda falham em incluir as mulheres como sujeitos ativos de decisão. Questões sobre participação política e autonomia ganharam menor destaque nas plataformas avaliadas.
“Os programas reconhecem problemas que afetam diretamente as mulheres, mas avançam menos quando se trata de incorporá-las como sujeitos de decisão”, afirmou Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update.
Participação política em debate
A pesquisa concluiu que o público feminino aparece prioritariamente como destinatário de políticas públicas. A representação em cargos políticos é um desejo forte, mas pouco refletido nas propostas dos candidatos analisados.
Apenas um candidato apresentou medidas específicas sobre a participação político-eleitoral feminina. O cenário muda levemente quando se trata de indicar nomes para cargos de liderança ou vagas no Supremo Tribunal Federal.
Violência e autonomia econômica
A pauta mais disseminada entre os planos é o combate à violência, presente em setenta e cinco por cento das propostas. Contudo, poucas iniciativas relacionam a segurança urbana à mobilidade e ao transporte público.
No campo da autonomia econômica, pouco mais da metade dos programas aborda igualdade salarial e geração de renda. As políticas de cuidado também aparecem divididas entre o apoio estatal e a responsabilidade familiar.

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