A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (12 de dezembro de 2025), um dos suspeitos de envolvimento no sequestro do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos, que desapareceu na Região Oceânica de Niterói no final de novembro. Rafael Gonçalves Pacheco foi detido em Del Castilho, na Zona Norte do Rio, após um mandado de prisão ser cumprido pela 81ª DP (Itaipu), responsável pelo caso.
As autoridades trabalham com a dolorosa hipótese de que Eduardo tenha sido assassinado após o sequestro, embora seu corpo ainda não tenha sido localizado, aumentando a angústia da família. Um segundo suspeito, identificado como Thiago Bricio Nogueira, permanece foragido e é alvo de buscas.
Eduardo Aguiar Ferreira foi visto pela última vez em 24 de novembro. Testemunhas relataram que ele seguia de moto pela Rua Jaerte de Pimentel Medeiros, em Itaipu, quando foi abordado por três homens. Os criminosos o teriam retirado da motocicleta à força e o colocado em um Toyota Corolla prata, modelo antigo, antes de fugir em direção à Avenida Central.
O veículo utilizado no crime foi encontrado carbonizado em Imbariê, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no dia 1º de dezembro. A última localização registrada pelo celular da vítima também apontou para Imbariê, a cerca de 72 quilômetros do local do sequestro, antes de o aparelho parar de emitir sinais.
A principal linha de investigação aponta para uma ligação do sequestro com o comércio ilegal de cigarros. Segundo a polícia, Eduardo atuava no mercado de cigarros contrabandeados e, em 2023, já havia sido preso em flagrante com um carregamento roubado do produto. O primo de Eduardo também foi autuado por fraude processual e é investigado por possível vínculo com a venda de cigarros clandestinos.

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