Nesta quarta-feira (2), o Plenário da Câmara dos Deputados deu aval definitivo para a indicação de Rodrigo Pacheco no TCU. O Projeto de Decreto Legislativo 995/26, de autoria do Senado, carimba o passaporte do parlamentar para a corte de contas após a renúncia do ex-ministro Bruno Dantas.
A indicação contou com o parecer favorável do relator, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), e foi aprovada por um placar expressivo de 404 votos a favor, 61 contra e uma abstenção. Como a matéria já havia sido aprovada pelo Senado anteriormente, o texto segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.
Após a divulgação do resultado, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), exaltou a capacidade do indicado. Motta destacou o sólido preparo técnico e político do senador e manifestou o desejo de que ele repita no órgão de controle o mesmo sucesso que obteve em sua trajetória no Legislativo.
Como funciona a composição do tribunal
O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros, cujos cargos são vitalícios. A divisão das indicações é equitativa: três vagas cabem à Câmara, três ao Senado e três ao presidente da República. A nomeação de Pacheco preenche a vaga aberta pela renúncia de Bruno Dantas.
Trajetória política e legislativa
Aos 49 anos, o advogado criminalista Rodrigo Pacheco acumula uma carreira de destaque em Brasília. Natural de Porto Velho (RO), ele ingressou na Câmara Federal em 2015, onde comandou a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em 2018, conquistou uma vaga no Senado, Casa que presidiu por dois biênios consecutivos.
A atuação de Pacheco no Parlamento foi elogiada pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ressaltou seu compromisso com a democracia. Entre suas principais marcas legislativas estão a autoria de propostas de grande impacto nacional, como o marco da inteligência artificial (PL 2338/23) e a reforma do Código Civil.
Além disso, Pacheco também capitaneou a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e o programa de renegociação das dívidas dos estados com a União (PLP 121/24), consolidando sua influência na agenda econômica do país.

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