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Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

TSE propõe selo de acurácia para institutos de pesquisas eleitorais

Proposta do Tribunal Superior Eleitoral é alvo de críticas por parte de empresas do setor.

TSE propõe selo de acurácia para institutos de pesquisas eleitorais
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Nesta terça-feira (14), o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs a criação de um selo de acurácia para reconhecer os institutos de pesquisas eleitorais que apresentarem maior conformidade com os resultados oficiais das eleições de outubro. A iniciativa surge em um contexto de discussões sobre a divulgação de levantamentos, após a recente suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel.

Para Nunes Marques, o Selo Acurácia Eleitoral visa a valorização e o aprimoramento técnico das pesquisas, celebrando publicamente as empresas que demonstrarem elevada precisão em seus prognósticos, com o maior grau de aderência aos resultados oficiais.

O TSE estabeleceu um prazo, até a próxima sexta-feira (17), para receber contribuições e sugestões que auxiliarão na definição dos critérios para a concessão deste selo.

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A reação do mercado e a visão dos especialistas

Em resposta à proposta, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) expressou críticas contundentes. A entidade reforça que os levantamentos de intenção de voto capturam um cenário específico no tempo, e não devem ser interpretados como previsões definitivas ou garantias de resultados eleitorais.

A ABEP argumenta que fatores como a mudança de opinião dos eleitores, abstenções ou alterações de comportamento entre a coleta de dados e o dia da votação podem impactar significativamente os resultados. Conforme a associação, "exigir que uma pesquisa acerte o resultado é confundir ciência com bola de cristal".

Além disso, a ABEP manifestou preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral assumir um papel de árbitro na avaliação da qualidade das pesquisas, o que poderia gerar distorções no mercado.

A entidade enfatiza a importância de um diálogo construtivo com a comunidade científica e os próprios institutos de pesquisa para a formulação de tais iniciativas. O receio é que medidas unilaterais possam inadvertidamente "estimular práticas oportunistas e desvalorizar o rigor metodológico que deve orientar toda pesquisa séria".

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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