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Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
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Congresso votará a Lei de Diretrizes Orçamentárias junto do orçamento

Atraso no cronograma legislativo faz votação da LDO coincidir com envio do projeto orçamentário em agosto, enquanto parlamentares planejam esforço concentrado.

Congresso votará a Lei de Diretrizes Orçamentárias junto do orçamento
Com informações da Agência Senado
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O Congresso Nacional se prepara para votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias de forma simultânea à proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 em Brasília, até o final de agosto, devido a atrasos no calendário legislativo do ano.

A LDO é fundamental por fixar as metas fiscais, determinar prioridades de gastos do governo e estabelecer as regras para a alocação de recursos do ano subsequente. Enquanto ela atua como um guia inicial, a LOA detalha a distribuição verba por verba para programas e obras públicas.

Propostas econômicas e tramitação no Congresso

A análise da proposta orçamentária começa na Comissão Mista de Orçamento (CMO), instalada sob a presidência do deputado Domingos Neto (PSD-CE). O texto sob análise (PLN 2/2026) prevê um salário mínimo de pelo menos R$ 1.717 para o próximo ciclo, alta de 5,9% ante o valor atual de R$ 1.621.

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O projeto do governo também baliza outros parâmetros macroeconômicos importantes: inflação projetada em 3,04%, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real em 2,56%, taxa de câmbio estimada em R$ 5,47 e juros básicos de 10,55%.

Impactos da votação tardia e esforço concentrado

De acordo com Bento Monteiro, consultor legislativo do Senado, quando a LDO não é aprovada a tempo, o Executivo elabora o Orçamento com base nas diretrizes que ele próprio sugeriu, sem a prévia chancela do Legislativo. Isso pode dificultar exigências como a separação de despesas específicas de políticas públicas.

Apesar disso, Monteiro destaca que o atraso não diminui o peso do texto durante a execução orçamentária ao longo do ano. Hoje, os parlamentares focam intensamente em alterar regras de execução e repasses, tema que vem sendo constantemente disciplinado por decisões do STF.

Para contornar o calendário apertado por conta das eleições em outubro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articulou com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), semanas de esforço concentrado em agosto e setembro para garantir votações simultâneas.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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