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Quinta-feira, 03 de Setembro 2026
Notícias/Política

Senado deve votar fim da escala 6x1 após as eleições municipais, garante Alcolumbre

Decisão atende a apelo do senador Paulo Paim, que se despede do Congresso Nacional após décadas de atuação em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Senado deve votar fim da escala 6x1 após as eleições municipais, garante Alcolumbre
© Carlos Moura/Agência Senado
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), garantiu nesta quinta-feira (3) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas será votada logo após o pleito municipal de outubro.

A declaração ocorreu em plenário após pronunciamento do senador Paulo Paim (PT-RS). O parlamentar gaúcho, que anunciou sua aposentadoria política e cumpre seus últimos meses de trabalho no Congresso, fez um apelo emocionado pela aprovação da medida antes de deixar a atividade parlamentar.

Paim relembrou sua trajetória na Assembleia Constituinte de 1988, quando liderou a transição da carga horária de 48 para 44 horas semanais. Segundo o senador, o país tem agora uma nova oportunidade histórica de avançar na legislação trabalhista.

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"Chegou o momento de voltar para casa, mas gostaria muito de retornar às portas das fábricas e anunciar que conquistamos as 40 horas semanais para a nossa população", afirmou o senador, destacando que faltam apenas três meses para o encerramento de seu mandato.

Sensibilizado pelo discurso, Alcolumbre assegurou diretamente ao colega que a matéria será pautada. O presidente do Senado confirmou publicamente que Paim participará da votação da reforma de jornada de trabalho no plenário da Casa após o período eleitoral.

Desafios políticos para aprovação

Apesar do compromisso assumido pela presidência, a articulação política enfrenta obstáculos. Na última quarta-feira (2), a base governista optou por adiar a votação devido à forte obstrução da oposição e à falta de quórum seguro para aprovar a PEC, que exige o apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos.

Até o momento, o texto recebeu o aval apenas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os líderes partidários planejam retomar o esforço concentrado de votações na segunda semana de outubro, logo após o primeiro turno das eleições, agendado para o dia 4.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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