Aguarde, carregando...

Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Notícias/Direitos Humanos

Gravidez na adolescência reduz autonomia e oportunidades de meninas no país

Levantamento nacional ouviu mais de 1,5 mil mulheres e revela como a gestação precoce impacta a educação, o trabalho e a trajetória de vida.

Gravidez na adolescência reduz autonomia e oportunidades de meninas no país
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A gravidez na adolescência interrompeu os estudos de 61% das jovens entrevistadas em um levantamento recente da Plan Brasil. Intitulada Marcas do Tempo, a pesquisa detalha os impactos profundos dessa vivência no país.

O estudo ouviu mais de 1,5 mil mulheres entre 19 e 29 anos em todas as regiões brasileiras. O objetivo foi comparar a trajetória de quem engravidou na infância com quem não passou pela experiência.

Entre as mulheres que não tiveram gestações precoces, o índice de interrupção escolar cai para 33%. A diferença evidencia um abismo educacional gerado pelo evento.

Publicidade

Leia Também:

Cynthia Betti, CEO da Plan Brasil, aponta que a situação funciona como um ponto de inflexão. O fenômeno acaba por aprofundar desigualdades que já existiam antes.

Segundo a especialista, essas meninas enfrentam barreiras cumulativas na saúde, na educação e no mercado de trabalho. Seus direitos mais básicos também acabam sendo afetados.

Um total de 83% das entrevistadas afirmou já ter perdido oportunidades profissionais ou deixado empregos. O motivo foi a necessidade de se dedicar exclusivamente aos filhos.

O levantamento demonstra que, mesmo partindo de realidades semelhantes, as jovens mães acumulam desvantagens severas. Cerca de 73% relatam episódios de discriminação familiar, escolar ou médica.

O preconceito se manifesta por meio de julgamentos constantes sobre a capacidade intelectual, moral e profissional dessas mulheres ao longo de suas vidas.

Casamento na adolescência

A pesquisa aponta que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em união estável ou casamento logo após o nascimento do primeiro filho.

O risco de casamento antes dos 16 anos apresentou um aumento expressivo de 19 pontos percentuais entre esse grupo específico de mulheres.

Outro dado alarmante revela que metade das meninas que engravidaram antes dos 14 anos não acessou o aborto legal. No Brasil, toda gestação nessa faixa etária configura estupro de vulnerável.

Para Cynthia, essas jovens perderam a autonomia de escolher seus próprios caminhos. Reverter o quadro exige políticas públicas integradas, prevenção e orçamento adequado.

Recomendações

O documento sugere a ampliação da educação sexual baseada em direitos. Também recomenda facilitar o acesso a métodos contraceptivos e universalizar creches públicas.

A luta contra a violência obstétrica e a criação de programas de primeiro emprego para mães jovens também integram o pacote de soluções propostas.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR