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Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não localizadas pelo Exército

Advogados informam ao STF sobre espingarda em empresa e pistola Glock apreendida com segurança do ex-presidente.

Defesa de Bolsonaro explica paradeiro de armas não localizadas pelo Exército
© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira (7), esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito de duas armas que não foram encontradas pelo Exército. Os advogados detalharam a localização da espingarda e da pistola Glock, ambas registradas em nome do ex-chefe de Estado.

Anteriormente, em 6 de maio, o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) havia comunicado ao STF a entrega à Polícia Federal (PF) de seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Na ocasião, a corporação relatou que uma pistola Glock e uma espingarda não haviam sido localizadas. A determinação para a entrega das armas partiu do ministro Moraes, após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

Espingarda em empresa de armas

Conforme informado pela defesa, a espingarda em questão encontra-se em uma empresa especializada na importação de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, trata-se de um presente recebido pelo ex-presidente, o qual ainda não foi retirado do estabelecimento.

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Pistola Glock apreendida com segurança

Em relação à pistola Glock, a defesa esclareceu que se trata da mesma arma que foi apreendida com um dos seguranças do ex-presidente e que, no momento, está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

Na última sexta-feira (3), Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de todos os armamentos registrados em seu nome. A medida foi tomada em decorrência da repercussão do caso envolvendo a apreensão de uma arma com um de seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e ter confirmado a legalidade das armas, o ministro considerou que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento de pena de prisão, mesmo que em regime domiciliar.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão no processo relacionado à trama golpista. Posteriormente, após passar por uma cirurgia, obteve o direito de cumprir prisão em regime domiciliar temporário e, atualmente, recupera-se de uma pneumonia bacteriana.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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