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Sábado, 08 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Brasil registra saldo positivo de US$ 7 bilhões na balança comercial em julho

O resultado foi impulsionado pela alta nas vendas de soja e petróleo, somando um acumulado de US$ 49 bilhões no ano, segundo dados divulgados pelo Mdic.

Brasil registra saldo positivo de US$ 7 bilhões na balança comercial em julho
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O Brasil registrou um superávit de pouco mais de US$ 7 bilhões na balança comercial durante o mês de julho, impulsionado pelo crescimento do comércio exterior. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), apontando exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões no período.

A corrente de comércio brasileira, que soma todas as vendas e compras externas, totalizou US$ 61,17 bilhões no mês, representando uma alta de 6,8% frente a julho de 2025. O movimento reflete o avanço simultâneo das exportações, que subiram 6,2%, e das importações, com elevação de 7,6%.

Produtos mais comercializados

O setor agropecuário liderou a expansão das vendas externas com alta de 9,3%, puxado principalmente pela soja, que gerou um acréscimo de US$ 870 milhões. Na indústria extrativa, o petróleo bruto teve avanço de US$ 960 milhões nas negociações internacionais.

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Na indústria de transformação, os óleos combustíveis se destacaram com aumento superior a 63% em seu valor exportado, somando US$ 960 milhões adicionais. Esse desempenho reforçou a trajetória de crescimento das vendas do país no mercado global.

Do lado das importações, os principais desembolsos foram destinados à compra de óleos combustíveis de petróleo, com acréscimo de US$ 500 milhões. A aquisição de máquinas de processamento de dados e produtos farmacêuticos também cresceu, somando US$ 320 milhões a mais em cada categoria.

Além disso, o país aumentou os gastos com a compra de componentes eletrônicos, como válvulas e transistores (+US$ 290 milhões), e polímeros de etileno (+US$ 150 milhões), refletindo a demanda industrial aquecida no período.

Parceiros comerciais

A China permaneceu como o principal destino dos produtos brasileiros, absorvendo quase um terço das exportações totais de julho. As vendas para o país asiático superaram US$ 10,7 bilhões, registrando uma expansão de 8,6% na comparação com julho de 2025.

Em contrapartida, as exportações para os Estados Unidos recuaram 5%, somando 10,7% do total embarcado pelo Brasil. Vale notar que esse balanço ainda não reflete o novo tarifaço imposto pelo governo americano, implementado apenas em 22 de julho, com impacto esperado nos dados de agosto.

As remessas para a Argentina também caíram US$ 230 milhões (-13,9%). O recuo coincide com o aumento das tensões diplomáticas motivadas por ofensas do presidente argentino Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o Itamaraty a rebaixar o nível das relações formais entre os países.

Parcial do ano

Entre janeiro e julho, o saldo positivo acumulado atingiu US$ 49 bilhões, registrando expansão expressiva tanto nos embarques quanto nos desembolsos em relação ao mesmo período do ano anterior.

Confira os principais indicadores no acumulado até julho de 2026:

  • Exportações: US$ 218,6 bilhões (+10,5%)
  • Importações: US$ 169,5 bilhões (+5,5%)
  • Corrente de comércio: US$ 388,1 bilhões (+8,2%)
  • Saldo comercial: superávit de US$ 49 bilhões
FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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