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Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Notícias/Política

Brasil aciona Lei da Reciprocidade Econômica contra tarifas dos EUA

Análise formal da Camex pode resultar em retaliações comerciais e tributárias para compensar prejuízos de US$ 6,6 bilhões nas exportações.

Brasil aciona Lei da Reciprocidade Econômica contra tarifas dos EUA
© Antonio Cruz/Agência Brasil
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O governo federal iniciou nesta quinta-feira (13) o processo formal para avaliar se responderá às tarifas dos EUA aplicadas sobre exportações brasileiras com base na Lei da Reciprocidade Econômica. A medida visa proteger a competitividade nacional diante das recentes decisões unilaterais impostas por Washington.

Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) compartilhou o pedido com o Comitê-Executivo de Gestão. Simultaneamente, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) notificará as autoridades norte-americanas para solicitar a abertura oficial de consultas diplomáticas.

O objetivo do diálogo diplomático é mitigar ou anular os impactos das sanções. O Planalto destacou que a abertura do procedimento não implica retaliação imediata, mas sim o início de um estudo técnico sobre a viabilidade legal e econômica das contramedidas.

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Mecanismos da Lei de Reciprocidade

Aprovada no ano passado para conter o tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump, a Lei nº 15.122 prevê instrumentos para suspender concessões comerciais a países que adotem práticas prejudiciais ao Brasil.

Entre as sanções previstas estão a criação de tributos, a revogação de isenções tarifárias e o estabelecimento de restrições diretas à importação de bens e serviços. A legislação determina que qualquer resposta seja aplicada proporcionalmente aos danos econômicos sofridos pelas empresas brasileiras.

De acordo com o governo federal, as taxas cobradas pela Casa Branca são arbitrárias e injustificadas, garantindo que o país continuará recorrendo a todos os mecanismos legais para defender o setor produtivo.

Impacto financeiro do tarifaço

A crise se intensificou em julho, quando o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) aplicou uma taxa extra de 25% sobre diversos itens nacionais, como aço, ferro, açúcar, etanol, calçados e maquinários agrícolas.

O órgão norte-americano justificou a punição alegando barreiras comerciais injustas. Posteriormente, uma taxa adicional de 12,5% foi imposta sob o argumento de falhas no combate ao trabalho forçado no Brasil.

Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indicam que as barreiras alfandegárias norte-americanas afetam aproximadamente US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras.

Ação na OMC e balança comercial

Paralelamente ao processo interno, o Brasil acionou o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo argumenta que as medidas norte-americanas violam acordos internacionais, e Washington já aceitou participar das consultas.

O governo brasileiro ressalta que os EUA mantêm um superávit na relação bilateral, vendendo mais mercadorias ao Brasil do que comprando. Por isso, o país pretende diversificar parceiros comerciais e expandir a atuação em novos mercados.

Para blindar a indústria nacional e preservar empregos, o Planalto continuará aplicando as ações do Plano Brasil Soberano enquanto busca uma solução negociada para o impasse.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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