O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL para viabilizar sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão atende a um pedido da legenda após problemas técnicos no sistema da Corte impedirem o registro oficial.
Mais cedo, reportagens apontaram que a equipe de campanha do senador enfrentava dificuldades para cadastrar a chapa eleitoral. O impasse ocorreu porque o nome de Flávio figurava indevidamente como associado ao partido Missão, travando a formalização no sistema do tribunal.
Fraude nas credenciais partidárias
Diante da inconsistência, o senador afirmou publicamente que o registro no partido Missão foi fruto de uma fraude. O PL acionou a Justiça Eleitoral para cancelar o vínculo indevido e garantir o direito de lançamento da candidatura antes do encerramento das inscrições.
Em nota, a Corte esclareceu que a plataforma oficial não sofreu invasão hacker. Segundo o órgão, o cadastro irregular ocorreu por meio de um acesso legítimo com as credenciais digitais da própria agremiação Missão, caso que agora segue em investigação interna.
Com a determinação judicial, o Partido Liberal está autorizado a concluir a inclusão dos dados do parlamentar no sistema do TSE. A agremiação corre contra o tempo, já que o prazo para a apresentação oficial das candidaturas se encerra no próximo sábado (15).

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