Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Galípolo condena pressão de empresas sobre o Fundo Garantidor de Crédito

O presidente do BC defendeu regras rígidas e ressaltou a importância da instituição para conter riscos no sistema financeiro nacional.

Galípolo condena pressão de empresas sobre o Fundo Garantidor de Crédito
© Lula Marques/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nesta quinta-feira (13), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou a pressão exercida por instituições não bancárias para acessar o Fundo Garantidor de Crédito. Durante evento comemorativo de 30 anos da entidade, o executivo afirmou que empresas de pequeno e médio porte tentam captar recursos no varejo sob a proteção do mecanismo, mesmo sem possuir ativos compatíveis para a operação.

Segundo Galípolo, a prática deve ser inibida e coibida pelos órgãos reguladores. Ele destacou que a autoridade monetária vem atuando em conjunto com a entidade para implementar uma sucessão de medidas de proteção ao mercado.

Assimetria regulatória e proteção do sistema

O principal gargalo apontado pelo presidente da autarquia é a assimetria regulatória. Ao buscarem atuar como bancos, essas intermediárias disputam investidores oferecendo prazos maiores e menor exigência de garantias, mas submetem-se a regras de captação mais flexíveis.

Publicidade

Leia Também:

Galípolo lembrou que o modelo de negócios bancário envolve captar recursos a custos mais baixos do que os emprestados. Contudo, devido a riscos de inadimplência e crises de liquidez, os bancos continuam falíveis, tornando a proteção das garantias indispensável para conter corridas bancárias.

Histórico do FGC e o caso Banco Master

A declaração ocorreu durante as celebrações dos 30 anos do mecanismo de proteção, criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos poupadores. O fundo é financiado por contribuições das próprias instituições financeiras associadas.

Recentemente, a entidade desempenhou papel decisivo ao ressarcir clientes impactados pelas fraudes no Banco Master, desembolsando cerca de R$ 40,6 bilhões para cobrir 1,6 milhão de credores. O episódio levou à aprovação de um plano emergencial para recompor o caixa do fundo.

Atualmente, as regras preveem ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira, respeitando o teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.

Além do debate regulatório, o evento marcou a abertura da exposição que conta as três décadas de história da instituição. A mostra permanecerá aberta na sede da B3, em São Paulo, até 30 de setembro.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR