Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 24 de Julho 2026
Notícias/Economia

TCU alerta governo sobre risco fiscal dos Correios e cobra compensação de custos

A decisão unânime do Tribunal de Contas da União destaca a necessidade de um mecanismo transparente para mitigar o impacto financeiro da universalização do serviço postal na estatal.

TCU alerta governo sobre risco fiscal dos Correios e cobra compensação de custos
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta crucial ao governo federal nesta quarta-feira (22), destacando o risco fiscal dos Correios decorrente da universalização do serviço postal. Por unanimidade, o plenário do tribunal aprovou um acórdão que exige a criação de um mecanismo explícito para compensar esses custos e evitar prejuízos às contas públicas.

A corte de contas enfatiza que, na ausência de um mecanismo explícito, estruturado e transparente de compensação de custos, a obrigatoriedade da universalização do serviço postal impõe um risco fiscal substancial às finanças públicas. Essa situação compromete a sustentabilidade da estatal.

A deliberação do TCU baseou-se no voto do ministro Benjamin Zymler, que atuou como relator do processo. Sua análise foi fundamental para a recomendação formal ao Poder Executivo.

Publicidade

Leia Também:

Em sua explanação, o ministro Zymler revelou que o custo estimado para sustentar a universalização postal em 2024 alcança R$ 4,6 bilhões. Ele comparou esse montante a despesas de outras políticas sociais importantes, como o Programa Farmácia Popular e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

No entanto, Zymler ressaltou que a ausência de uma compensação formal para esses custos, especialmente considerando que os Correios operam em prejuízo, enfraquece a capacidade da empresa de lidar com as demandas atuais. Isso, por sua vez, exige aportes financeiros contínuos por parte da União.

O ministro alertou que "esse quadro compromete a capacidade futura de pagamento da estatal, amplia o risco fiscal da União". Ele destacou que essa questão é parte de uma análise macroscópica mais ampla, envolvendo garantias de empréstimos e a possibilidade de novos aportes financeiros.

A situação dos Correios é complexa, pois a empresa tem um papel estratégico na infraestrutura nacional, alcançando localidades onde outras empresas de logística não chegam. Contudo, a manutenção dessa capilaridade gera custos elevados que precisam ser equacionados.

Em dezembro do ano passado, o Tesouro Nacional já havia aprovado um empréstimo de R$ 12 bilhões para a reestruturação financeira dos Correios, com a União atuando como fiadora. Para tentar equilibrar suas contas, a estatal implementou medidas como um programa de desligamento voluntário e o fechamento de diversas agências.

Questionados pela Agência Brasil, os Correios optaram por não se manifestar sobre a decisão proferida pelo Tribunal de Contas da União.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR