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Sexta-feira, 24 de Julho 2026
Notícias/Direitos Humanos

Anuário Brasileiro de Segurança Pública: mortes violentas caem 8,2%, mas feminicídios sobem

O relatório aponta que o país atingiu o menor patamar histórico de crimes letais desde 2012, embora a violência de gênero e intervenções policiais tenham crescido no período.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública: mortes violentas caem 8,2%, mas feminicídios sobem
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada nesta quinta-feira (23), revela que o Brasil registrou uma redução de 8,2% nas mortes violentas intencionais em 2025. O índice nacional recuou de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes, consolidando uma tendência de queda em crimes como homicídios e latrocínios em diversas regiões do território brasileiro.

Pela primeira vez desde o início da série histórica em 2012, a taxa de letalidade ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes. Em números absolutos, o país contabilizou 40.775 óbitos violentos no último ano, contra 44.127 registros em 2024. Esse resultado representa o menor patamar já medido pelo fórum, evidenciando avanços em indicadores criminais específicos.

O conceito de mortes violentas intencionais (MVI) engloba crimes graves como homicídio doloso, feminicídio e latrocínio. Também são contabilizadas lesões corporais seguidas de morte, além de óbitos decorrentes de intervenções policiais e mortes de agentes de segurança, tanto em serviço quanto em períodos de folga.

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Dinâmica dos indicadores criminais

Entre as principais reduções, destacam-se o homicídio doloso (-10%), o latrocínio (-17%) e a lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Contudo, o cenário não é uniformemente positivo. O relatório aponta um crescimento preocupante de 5,4% nas mortes causadas por intervenção policial, além da persistente alta nos casos de violência letal contra mulheres.

A queda nacional mascara disparidades regionais significativas. Enquanto o Amazonas liderou as reduções com uma queda expressiva de 32,5%, sete estados registraram aumento na violência. O Rio Grande do Norte apresentou a maior alta (19,6%), seguido por Rondônia (7,5%) e Acre (6,3%), demonstrando desafios localizados na gestão da segurança pública.

Crescimento da violência de gênero

O cenário para as mulheres permanece crítico, com os feminicídios apresentando uma alta de 4% em 2025. No total, 1.571 mulheres foram assassinadas por questões de gênero, o que equivale a uma média de 4,3 vítimas por dia. Este é o maior percentual de crimes motivados por gênero desde a implementação da lei em 2015.

Além das mortes consumadas, as tentativas de feminicídio subiram 5,9%, totalizando 4.189 sobreviventes. Os dados indicam que, para cada crime consumado, ocorrem quase três tentativas no país. Geograficamente, as regiões Centro-Oeste e Norte concentram os maiores índices de violência de gênero, superando as médias registradas no Sudeste e Sul.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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