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Sábado, 29 de Agosto 2026
Notícias/Saúde

Quedas e queimaduras lideram internação infantil no Brasil em 2025

Dados do DataSUS mostram alta nas hospitalizações de menores de 14 anos, com São Paulo e Minas Gerais registrando os maiores números absolutos.

Quedas e queimaduras lideram internação infantil no Brasil em 2025
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Em 2025, quedas e queimaduras se consolidaram como as principais causas de internação infantil no Brasil entre menores de 14 anos. O levantamento aponta mais de 55 mil casos por quedas e 25 mil por queimaduras.

As informações foram compiladas pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS. Os dados têm como base o DataSUS, repositório oficial de notificações em saúde no país.

O país registrou 1,6 milhão de hospitalizações por acidentes em todas as idades durante 2025. Desse total, o público infantojuvenil respondeu por 162 mil ocorrências mapeadas nos hospitais.

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Mensalmente, cerca de 10,7 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados por acidentes. O estado de São Paulo liderou em números absolutos, seguido por Minas Gerais e Paraná.

Quando avaliada a proporção populacional, o cenário muda. O Pará apresentou a maior taxa de internações, com 120 casos por 100 mil habitantes, seguido por Tocantins e Maranhão.

No extremo oposto, estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe registraram as menores proporções de internações infantis decorrentes de acidentes no período.

O relatório ressalta que quedas, queimaduras, trânsito, intoxicações e afogamentos seguem preocupantes. Ambientes seguros e políticas públicas são essenciais para evitar mortes.

Outras causas de acidentes

Os sinistros de trânsito ocupam a terceira posição nas internações, somando 12,6 mil ocorrências. A faixa etária mais afetada por essa causa específica foi a de 10 a 14 anos.

As intoxicações somaram 4,2 mil casos, atingindo principalmente crianças de 1 a 4 anos. Casos de sufocação, afogamentos e acidentes com armas de fogo também constam no balanço.

Comparando 2025 com o biênio anterior, houve alta contínua nas hospitalizações. Intoxicações, sufocação e queimaduras registraram os maiores crescimentos percentuais no período.

Educação e prevenção

Especialistas reforçam que mais de 90% desses acidentes poderiam ser prevenidos. A desatenção de cuidadores e o uso de celulares surgem como fatores de risco importantes.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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