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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
Notícias/Saúde

Governo estende a permanência de 676 médicos especialistas no SUS até 2027

Prorrogação exige desempenho regular e adesão dos profissionais ligados ao edital de 2025. Novo edital do programa está previsto para sair no final de 2026.

Governo estende a permanência de 676 médicos especialistas no SUS até 2027
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde publicou, nesta semana, o termo de adesão que permite a permanência de 676 médicos especialistas do projeto PMM-E na rede pública até fevereiro de 2027. A medida busca assegurar a continuidade da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a publicação de um novo edital do programa está prevista apenas para dezembro de 2026.

A renovação dos contratos, entretanto, não ocorre de forma automática. Os profissionais cadastrados no edital nº 03/2025, com vencimento original para setembro, dependem de avaliação favorável dos gestores municipais e da demonstração de interesse em seguir na atuação.

Além disso, o processo exige o cumprimento de requisitos rígidos de regularidade administrativa, bom desempenho das funções e envolvimento contínuo em atividades de aprimoramento profissional.

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Paralelamente à extensão desses contratos, 451 novos especialistas iniciaram a apresentação aos seus postos na última semana. Dados do ministério revelam que 52% de todo esse contingente atua em municípios do interior, onde a carência por atendimento especializado é historicamente maior.

Em determinadas localidades, os médicos vinculados à iniciativa chegam a responder por 75% da oferta de serviços especializados. Entre os atuantes, destaca-se a presença de quase 500 anestesiologistas, grupo considerado vital para a expansão e agilização das cirurgias pelo SUS.

A jornada de trabalho fixada é de 20 horas semanais com remuneração de até R$ 20 mil. Essa carga horária divide-se em 16 horas voltadas à assistência direta da população e quatro horas reservadas para ações de educação permanente.

Baixa desistência e alta adesão

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, enfatizou que o programa apresenta alto índice de retenção. Segundo o gestor, a taxa de desistência é inferior a 10%, dado expressivo considerando a elevada demanda do mercado por esses profissionais.

“Menos de 10% dos participantes desistem de continuar no programa. Vale lembrar que esses profissionais costumam ter várias ofertas de emprego”, ressaltou Proenço sobre a atratividade do modelo oferecido.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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