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Domingo, 30 de Agosto 2026
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Mulheres: desafios e perspectivas de ser mulher no país

Mais da metade da população é feminina, mas Brasil registra recorde histórico de feminicídios e desigualdades persistem

Mulheres: desafios e perspectivas de ser mulher no país
gettyimages, Creditos UCG
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Segundo dados oficiais do Censo Demográfico do IBGE de 2022, o Brasil tem cerca de 104,5 milhões de mulheres (104.548.325), o que representa 51,5% da população total do país. Os dados oficiais mostram que existem cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no território brasileiro.

Isso não garante que a maioria da população de mulheres do nosso país, tenham acesso ao direito de uma vida digna e protegida, infelizmente, no ano passado, o Brasil bateu recorde histórico de feminicídios em 2025, com 1.568 a 1.571 mulheres mortas por razão de gênero, o que representa uma média de quatro assassinatos por dia. O total supera os registros do ano anterior e marca o quarto recorde consecutivo do indicador desde a criação da lei em 2015.

  O perfil da violência

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Num contexto onde o perfil dos crimes e autores: é de cerca de 80% a 97% dos casos, o agressor era o atual ou o ex-companheiro da vítima, sendo na residência da vítima que se concentrou cerca de 66% dos crimes, apontando que o ambiente doméstico continua sendo o local de maior risco. Dessa maneira, os estados com maiores taxas são o Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul que registraram as maiores taxas proporcionais por grupo de 100 mil mulheres em levantamentos consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Municípios do interior com menos de 100 mil habitantes apresentaram taxas superiores à média nacional, muitas vezes com forte escassez de delegacias especializadas ou redes de apoio.

  A mulher negra como principal alvo

Como destaca a intelectual e ativista Lélia González, em depoimento que consta no acervo do Cultne DOC, feito no Rio de Janeiro:

“A mulher negra é o grande foco das desigualdades sociais e sexuais existentes na sociedade brasileira. É nela que se concentram esses dois tipos de desigualdade, sem contar com a desigualdade de classes. O que percebemos é que, na nossa sociedade, as classificações sociais, raciais e sexuais fazem da mulher negra um objeto dos mais sérios estereótipos.”

  Caminhos para a mudança

Nesse sentido, é necessário o trabalho contínuo de atendimento ao público feminino usando como norteadores esses resultados, com o cuidado e atenção a partir do recorte racial para que possamos avançar na garantia de direitos para as mulheres, no cuidado com a saúde, bem como na manutenção da vida e a dignidade delas.

É necessário o avanço de pautas políticas que garantam mudanças efetivas na vida da população feminina em nosso país para trazer apoio, cuidado, atendimento e a diminuição de números tão alarmantes que afetam diariamente a população feminina brasileira.

Além disso, são esses desafios que também trazem uma maior responsabilidade para gestores públicos e a sociedade de avançar e proporcionar que a mulher no Brasil possa viver, trabalhar, estudar e escolher o que quer para sua vida.

Reafirmamos que é a partir de um trabalho sério e contínuo no atendimento aos anseios da pauta de mulheres em nosso país, que iremos realizar ações de garantia de direitos para elas — que são a maioria e merecem todo o nosso apoio e respeito!

  Pela vida das mulheres!

Suporte imediato

Se precisar de ajuda ou informações sobre a rede de proteção: Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher→ Funciona 24 horas por dia, gratuitamente, para denúncias e orientações.

Este conteúdo foi produzido com apoio do Programa Orire de Apoio às Mídias Independentes 2026, iniciativa do Instituto Orire voltada ao fortalecimento do jornalismo independente e da produção de informação de interesse público.

FONTE/CRÉDITOS: Dayse Alves

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