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Sábado, 15 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e acumulam alta de 1,9% no primeiro semestre

Segundo dados do IBGE, o resultado do setor foi impulsionado pela desaceleração da inflação e pelo aumento do emprego, ficando perto do recorde histórico.

Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e acumulam alta de 1,9% no primeiro semestre
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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As vendas no comércio do Brasil registraram um crescimento de 0,5% em junho na comparação com maio, encerrando o primeiro semestre com uma expansão acumulada de 1,9%. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), reflete o impacto positivo da desaceleração inflacionária e do avanço na ocupação do mercado de trabalho.

Em relação a junho de 2025, a alta do setor foi de 2,9%, acumulando variação positiva de 1,6% nos últimos 12 meses. No entanto, no segundo trimestre do ano, o volume de vendas apresentou um ligeiro recuo de 0,4% quando comparado aos três primeiros meses de 2026.

Apesar do recuo trimestral, o desempenho recente deixa o setor varejista apenas 0,8% abaixo do maior patamar da série histórica, alcançado em março de 2026. O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisou que o comércio permanece em seu segundo nível mais elevado desde janeiro de 2000, destacando que acomodações no ritmo de alta são esperadas quando a atividade se aproxima do topo.

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Ao longo de 2026, a trajetória do setor demonstrou estabilidade. Com exceção do mês de abril, no qual houve retração de 1,5%, todos os outros meses registraram dados positivos: janeiro (0,5%), fevereiro (0,8%), março (0,8%), maio (0,3%) e junho (0,5%).

Inflação menor e mercado de trabalho impulsionam vendas

Segundo a análise do IBGE, dois fatores foram cruciais para o crescimento verificado em junho: o alívio na inflação, que desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, e o aumento de 1,1% no número de pessoas ocupadas no período.

No recorte por atividades, o resultado de junho mostrou divisão entre os segmentos pesquisados pelo instituto, com quatro altas e quatro quedas:

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%

Desempenho no varejo ampliado

No comércio varejista ampliado, indicador que inclui também veículos, motos, peças, material de construção e o atacado de alimentos e bebidas, houve queda de 1% na passagem de maio para junho. Contudo, a modalidade ainda mantém saldo positivo de 1,9% no acumulado do primeiro semestre e avanço de 0,8% no período de 12 meses. Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2026.

Conjunto da atividade econômica

A divulgação da PMC fecha o trio de pesquisas conjunturais mensais do IBGE. Recentemente, o órgão informou que a produção industrial teve retração de 1,8% em junho, mas fechou o semestre com crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o setor de serviços ficou estável em junho (0%) e encerrou a primeira metade do ano com alta acumulada de 2%.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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