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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Confiança do consumidor paulistano recua em maio; taxa Selic impacta resultado, diz FecomercioSP

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou uma leve baixa de 0,4%, influenciado principalmente pela taxa básica de juros, que encarece o crédito.

Confiança do consumidor paulistano recua em maio; taxa Selic impacta resultado, diz FecomercioSP
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A confiança do consumidor paulistano apresentou um leve recuo de 0,4% em maio, atingindo 120,6 pontos, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela FecomercioSP. Esse resultado, que se contrapõe a um avanço de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, é majoritariamente atribuído ao impacto da elevada taxa Selic, que encarece o crédito e restringe o poder de compra das famílias na capital paulista.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma métrica que varia de zero a 200 pontos, onde valores acima de 100 indicam otimismo e abaixo, pessimismo. A recente queda, mesmo que discreta, sinaliza uma percepção menos favorável sobre o cenário econômico atual.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ressalta que o ambiente econômico atual é o principal vetor por trás da retração. A taxa básica de juros (Selic), mantida em 14,5% ao ano, eleva significativamente o custo do crédito, tornando financiamentos e compras parceladas menos acessíveis para os consumidores.

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Em contrapartida, um fator que poderia amenizar a percepção negativa é o programa Desenrola Brasil. Essa iniciativa governamental visa facilitar a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, oferecendo descontos que podem chegar a 90%.

A FecomercioSP observa que, embora o Desenrola Brasil possa contribuir para uma melhoria na percepção futura das famílias quanto à sua organização financeira, seus efeitos no consumo serão graduais. A entidade enfatiza que a concretização desses benefícios dependerá da adesão efetiva dos consumidores, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade de pagamento das famílias.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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