O Conselho de Administração aprovou, nesta segunda-feira (24), o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem no Brasil. A decisão busca garantir proteção jurídica e estabilidade durante o processo de renegociação das obrigações financeiras da petroquímica com seus credores.
Impacto financeiro e operacional
No território nacional, os débitos acumulados pela empresa chegam a US$ 10,9 bilhões, montante equivalente a aproximadamente R$ 56 bilhões. Segundo a diretoria da companhia, a medida possui caráter estritamente financeiro e não trará prejuízos às operações cotidianas.
O diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Augusto Machado Pereira Brandão, ressaltou que os compromissos com fornecedores, clientes e parceiros operacionais continuam sendo honrados normalmente. As obrigações comerciais seguem válidas nos termos contratados.
Histórico da reestruturação
O ajuizamento é parte de um plano mais amplo de reorganização de capital. Em junho, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo havia concedido uma proteção cautelar à empresa, suspendendo a execução de débitos por 60 dias, prazo que se encerraria nesta terça-feira (25).
Fundada em 2002 pela união de ativos dos grupos Novonor e Mariani, a Braskem é uma das maiores produtoras de resinas termoplásticas do mundo, contando com unidades industriais distribuídas pelo Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México.

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