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Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
Notícias/Política

Comissão da Câmara aprova PEC que extingue escala 6x1 e reduz jornada

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estabelece jornada de 40 horas semanais com dois dias de descanso, sem alteração salarial. Texto agora segue para votação em plenário.

Comissão da Câmara aprova PEC que extingue escala 6x1 e reduz jornada
© Lula Marques/Agência Brasil.
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A comissão especial da Câmara dos Deputados deu aval nesta quarta-feira (27) ao relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. A aprovação ocorreu por 34 votos a favor e quatro contra, com o apoio ao texto do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

O principal objetivo da proposta é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A medida também assegura dois dias de descanso remunerado por semana, com a garantia de que não haverá redução salarial.

Com a aprovação na comissão, a PEC 221/19 avança para a análise do plenário da Casa. Serão necessárias duas votações em turnos, com um mínimo de 308 votos favoráveis em cada uma, para que a proposta se torne emenda constitucional. A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta quarta-feira.

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A votação na comissão especial foi adiada de segunda-feira (25) para hoje após um pedido de vista da oposição. Uma sessão protocolar matinal, de curta duração, foi realizada para liberar a apreciação do texto.

Detalhes da Proposta Aprovada

O texto consolidado pela comissão unifica duas PECs anteriores. A PEC 221/19, de Reginaldo Lopes (PT-MG), propunha 36 horas semanais após uma década, enquanto a PEC 8/25, de Erika Hilton (Psol-SP), sugeria a escala 4x3 com limite de 36 horas semanais após um ano.

O parecer do relator, Leo Prates, modifica o artigo 7º da Constituição. Ele estabelece que a duração normal do trabalho não excederá oito horas diárias e 40 horas semanais. A compensação de horários e a redução da jornada são permitidas mediante acordo ou convenção coletiva.

A proposta garante dois dias de repouso semanal remunerado, com a preferência de que um deles seja aos domingos. A entrada em vigor da nova jornada, sem redução salarial, ocorrerá 60 dias após a promulgação da emenda.

A implementação da jornada de 40 horas semanais ocorrerá em duas fases, conforme acordo entre o governo e a presidência da Câmara. Inicialmente, após 60 dias da promulgação, a jornada passará para 42 horas semanais.

Doze meses após a vigência das 42 horas, a jornada será reduzida em mais duas horas, totalizando 40 horas semanais, com o limite máximo de 8 horas diárias.

Durante o período de transição, o texto permite a ampliação da jornada diária para viabilizar a distribuição das horas semanais, desde que acordado coletivamente.

Debates e Controvérsias

Deputados do PL apresentaram uma emenda prevendo um período de 10 anos para o fim da escala 6x1. O líder do partido, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que protocolaria um destaque para votar a escala 4x3 em vez da proposta acordada com o governo.

Essa manobra foi criticada por parlamentares como uma tentativa de inviabilizar a aprovação do texto principal. O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ) acusou o PL de tentar manipular a opinião pública sem aprofundamento no debate.

O líder do governo na Câmara, Rubens Pereira Junior (PT-MA), ironizou a posição do PL, afirmando que até a oposição agora defende o fim da jornada 6x1, após o apoio do presidente Lula à medida.

Sóstenes Cavalcante rebateu, desafiando quem o acusasse de ser contrário à proposta, e afirmou que o PL nunca emitiu juízo de valor sobre o tema.

O destaque do PL para suprimir a regra de transição foi rejeitado. A tentativa de alterar o período de transição ocorreu após o relator Leo Prates não aceitar emendas que propunham uma transição de dez anos, a redução do FGTS e a manutenção das 44 horas para serviços essenciais.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) parabenizou Leo Prates por não admitir o texto de dez anos de transição e a chamada "Bolsa Patrão".

A lista de deputados que inicialmente apoiaram a emenda do PL incluía membros do PL, PP, União, Republicanos e MDB, mas muitos retiraram o apoio após reações negativas de suas bases eleitorais.

Matéria atualizada às 17h04 para acréscimo de informações.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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