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O saldo da caderneta de poupança sofreu uma nova queda no mês de agosto deste ano, com o volume de retiradas superando o de novos depósitos. Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC), as saídas líquidas alcançaram a marca de R$ 10,5 bilhões no período.
Durante o mês passado, os depósitos totalizaram R$ 357,7 bilhões. Em contrapartida, os saques chegaram a R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,5 bilhões, mantendo o saldo total da modalidade pouco acima de R$ 1 trilhão.
Este resultado marca o terceiro mês consecutivo de saldo negativo na aplicação. Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Historicamente, os últimos anos têm sido desafiadores para o produto, que registrou saídas expressivas de R$ 87,8 bilhões em 2023 e de R$ 15,5 bilhões em 2024.
Impacto da taxa Selic
Entre os principais motivos para a fuga de recursos está a manutenção da taxa Selic em patamares elevados. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a taxa básica de juros da economia está atualmente em 14% ao ano, o que torna investimentos de renda fixa mais atraentes.
O Copom utiliza a Selic como principal ferramenta para controlar a inflação e garantir que o IPCA permaneça dentro da meta oficial de 3%. Quando os juros sobem, o crédito encarece e o consumo desacelera, gerando impactos diretos no comportamento financeiro das famílias brasileiras.

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