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Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
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Arrecadação federal atinge recorde histórico em abril, superando R$ 278 bilhões

Crescimento da arrecadação previdenciária e alta do petróleo impulsionam desempenho recorde em abril, segundo a Receita Federal.

Arrecadação federal atinge recorde histórico em abril, superando R$ 278 bilhões
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O governo federal registrou uma arrecadação recorde de R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e outras receitas em abril, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica em 1995. O desempenho, divulgado pela Receita Federal, foi impulsionado pelo crescimento da economia, pela alta do petróleo e pelo aumento do trabalho formal, que elevaram a arrecadação previdenciária.

Os números divulgados nesta quinta-feira (21) pela Receita Federal indicam um crescimento real de 7,82% em relação a abril de 2025, após o ajuste pela inflação. Este resultado consolida a trajetória positiva da arrecadação federal.

No acumulado do primeiro quadrimestre, de janeiro a abril, a arrecadação totalizou R$ 1,05 trilhão, representando um aumento real de 5,41% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este valor também configura o maior montante já registrado para um primeiro quadrimestre na série histórica.

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Principais destaques da arrecadação:

  • Arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões (crescimento real de 7,82%)
  • Arrecadação no ano (jan-abr): R$ 1,05 trilhão (crescimento real de 5,41%)
  • IRPJ e CSLL: R$ 64,8 bilhões (alta real de 7,73%)
  • Receita previdenciária: R$ 62,7 bilhões (alta real de 4,83%)
  • IR sobre rendimentos de capital: R$ 13,2 bilhões (avanço de 25,45%)
  • Petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões (aumento de 541% em abril)

O que impulsionou o resultado

De acordo com a Receita Federal, o aumento expressivo na arrecadação previdenciária, diretamente ligado à expansão do trabalho formal, foi o principal motor do desempenho positivo. O crescimento do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), vinculados ao consumo, também contribuiu significativamente.

Adicionalmente, o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, reformulado no ano passado, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações de câmbio foram elevadas em 2025, também tiveram impacto positivo.

A reoneração gradual da folha de pagamentos para determinados setores e a retomada da contribuição patronal dos municípios desde janeiro de 2025 foram outros fatores relevantes para o aumento da arrecadação.

A arrecadação referente ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) alcançou R$ 64,8 bilhões em abril, registrando um crescimento real de 7,73%. Este avanço reflete um aumento na tributação de empresas em diferentes regimes, indicando maior lucro tributável e recolhimento de impostos federais.

Setor de Previdência Social

A receita previdenciária apresentou um crescimento real de 4,83%, totalizando R$ 62,7 bilhões em abril. Este resultado foi influenciado pelo aumento de 3,61% na massa salarial do país em março, comparado ao ano anterior, e por uma expansão de 9,18% na arrecadação previdenciária ligada ao Simples Nacional.

Em termos práticos, a geração de mais empregos formais e o aumento dos salários resultam automaticamente em maiores contribuições recolhidas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Arrecadação sobre Investimentos

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital gerou R$ 13,2 bilhões, com um expressivo crescimento real de 25,45%. A Receita Federal atribui este desempenho ao incremento na tributação de aplicações de renda fixa e ao forte aumento na arrecadação proveniente de Juros sobre Capital Próprio (JCP), um mecanismo utilizado pelas empresas para remunerar seus acionistas.

A cobrança sobre JCP registrou uma alta de 94,74% em relação a abril de 2025.

Impacto do setor de Petróleo

O setor de petróleo e gás natural foi um dos grandes destaques, com a arrecadação de tributos e royalties de exploração disparando 541% em abril, atingindo R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, a alta chega a 264%, com receitas de R$ 40,2 bilhões.

Este crescimento expressivo foi impulsionado pela forte valorização internacional do petróleo, em decorrência das tensões geopolíticas no Oriente Médio e do conflito envolvendo o Irã. Com o barril de petróleo mais caro, as empresas do setor obtiveram maiores lucros, o que se refletiu em um aumento no recolhimento de impostos e royalties ao governo.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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