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Nesta terça-feira (8), onze integrantes da cúpula da corporação colocaram seus cargos à disposição devido à crise na Polícia Federal desencadeada pelo afastamento preventivo do diretor-geral, Andrei Rodrigues, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os delegados assinaram um manifesto coletivo prestando solidariedade também a Leandro Almada, diretor de inteligência igualmente suspenso. No documento, o grupo oficializou a entrega dos postos de chefia ao diretor-geral substituto, William Marcel Murad.
Defesa da gestão técnica
No manifesto, os signatários ressaltaram a trajetória de Andrei Rodrigues, classificando sua conduta como técnica, isenta e focada na defesa institucional. Eles criticaram o que chamaram de narrativas motivadas por interesses político-eleitorais.
A suspensão ordenada por Mendonça baseia-se em investigações sobre um suposto monitoramento ilegal do magistrado durante o mês de agosto. Segundo a decisão, a PF teria produzido ao menos seis relatórios de inteligência de forma irregular.
Os diretores reagiram duramente, repudiando qualquer tentativa de associar a cúpula a condutas não republicanas. Eles argumentaram que as acusações carecem de provas e representam uma afronta à credibilidade histórica da instituição.
Julgamento no STF
A decisão individual de Mendonça começou a ser analisada pela Segunda Turma do STF. Embora três dos cinco ministros tenham votado para manter o afastamento, a conclusão do julgamento foi suspensa após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Até o momento, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o relator a favor da medida de afastamento, enquanto Dias Toffoli ainda não se manifestou no plenário virtual.

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