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A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, recuou de 5,01% para 5% neste ano. O dado foi divulgado nesta terça-feira (8) por meio do Boletim Focus, relatório semanal publicado pelo Banco Central com as principais projeções econômicas das instituições.
Essa estimativa permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
No mês passado, a retração nos preços dos alimentos ajudou a desacelerar o índice pelo quarto período consecutivo. O indicador acumulou alta em 12 meses dentro do limite aceitável pelo governo, segundo dados do IBGE.
A divulgação oficial sobre o comportamento dos preços no mês de agosto ocorrerá na próxima sexta-feira (11).
Para os anos seguintes, os analistas consultados ajustaram levemente as marcas. Em 2027, a taxa esperada passou para 4,29%, enquanto os períodos posteriores mantêm patamares menores.
Taxa Selic
Para controlar o avanço dos preços, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, atualmente em 14% ao ano. A definição cabe ao Copom, que promoveu cortes recentes na tentativa de equilibrar a atividade econômica.
O próximo encontro do colegiado para reavaliar os rumos da Selic está agendado para os dias 15 e 16 de setembro.
PIB e câmbio
No mesmo relatório, a projeção para a alta do PIB subiu de 1,92% para 1,93% em 2026. Para os anos seguintes, a atividade econômica deve manter um ritmo moderado de expansão.
Em relação ao câmbio, a cotação estimada para a moeda norte-americana encerra o atual período cotada em R$ 5,20, conforme as apostas dos analistas.

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