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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Notícias/Política

Advogadas gestantes, lactantes ou adotantes terão direito a adiar audiências

Projeto de lei aprovado em comissão na Câmara dos Deputados garante o adiamento de audiências e julgamentos para advogadas em situações específicas.

Advogadas gestantes, lactantes ou adotantes terão direito a adiar audiências
Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2237/24, que assegura a advogadas gestantes, lactantes ou adotantes o direito de solicitar o adiamento de audiências e sessões de julgamento. A medida se aplica a casos em que a profissional seja a única responsável pela condução do processo judicial.

A iniciativa, proposta pela deputada Natália Bonavides (PT-RN), visa modificar o Código de Processo Civil. O objetivo principal é garantir condições de trabalho dignas para as advogadas, protegendo seus direitos reprodutivos e fomentando a equidade de gênero no âmbito jurídico. Segundo a autora, a legislação vigente nem sempre contempla adequadamente a possibilidade de adiamento em situações relacionadas à gravidez ou ao parto.

A relatora da proposta, deputada Jack Rocha (PT-ES), manifestou-se favorável à aprovação. Ela destacou que a proposição reforça a proteção das advogadas, especialmente em relação à maternidade, permitindo a conciliação entre o exercício profissional e o direito de vivenciar a gestação e os cuidados com o recém-nascido.

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Rocha também enfatizou o impacto social do projeto no combate à desigualdade. Conforme suas declarações, a medida contribui para coibir práticas discriminatórias e para estabelecer um ambiente profissional mais justo.

Próximos passos da tramitação

O projeto de lei agora será submetido à análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Por tramitar em caráter conclusivo, a proposta pode ser encaminhada diretamente ao Senado Federal caso seja aprovada pelas comissões pertinentes, a menos que haja solicitação para que passe pelo Plenário da Câmara.

Para que o projeto se torne lei, é necessária a aprovação tanto pelos deputados quanto pelos senadores, seguida da sanção presidencial.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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