Adriane Galisteu provou na madrugada desta segunda-feira (16/02) que a sua ligação com a Portela é eterna. Como destaque central de uma das alegorias da Azul e Branco de Madureira, a apresentadora surgiu personificando o Falcão-lanário, uma ave de rapina comum em regiões da África, continente central na narrativa do enredo "O mistério do príncipe do Bará".
Fantasia e Conceito: O Falcão-lanário
A escolha do Falcão-lanário não foi apenas estética, mas estratégica dentro da narrativa do carnavalesco André Rodrigues.
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Simbologia: A ave representa a visão aguçada e a proteção, características atribuídas às divindades e figuras de poder que acompanharam o Príncipe Custódio na sua trajetória da África para o Sul do Brasil.
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Execução Luxuosa: A fantasia de Galisteu foi uma das mais elaboradas da noite, utilizando materiais que imitavam a plumagem da ave com um toque de alta-costura, incluindo milhares de cristais e uma estrutura articulada que permitia à apresentadora simular o bater de asas.
Conexão com a comunidade
Mesmo posicionada no alto de um carro alegórico, Adriane não deixou de interagir com os componentes no chão e com o público nas bancadas. A sua presença é vista como um amuleto para a escola, e a sua entrega emocional durante o desfile foi amplamente elogiada pela crítica especializada.
"Estar na Portela é como voltar a casa. E vir como este falcão, que observa e protege, é uma honra imensa. Queríamos trazer a força da nossa ancestralidade com toda a beleza que a Majestade do Samba merece", afirmou Galisteu antes de iniciar o desfile.
Impacto na Avenida
A performance de Galisteu, aliada aos efeitos tecnológicos da comissão de frente e à precisão da bateria, colocou a Portela como uma das fortes candidatas ao título do Grupo Especial de 2026. A imagem da apresentadora "sobrevoando" a Sapucaí como o falcão africano já é considerada uma das fotografias icónicas deste Carnaval.

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