As vendas no comércio brasileiro apresentaram um recuo de 1,5% na transição de março para abril, conforme dados divulgados pelo IBGE. Este desempenho negativo, que interrompe três meses de alta, foi fortemente impactado pela retração no segmento de combustíveis e representa o pior resultado para o setor desde junho de 2022.
Em uma análise mais ampla, a comparação com abril do ano anterior revela um crescimento de 1% para o comércio. Contudo, a média móvel trimestral, um indicador crucial de tendência, permaneceu estável, registrando variação nula.
No acumulado dos últimos 12 meses, o setor de comércio ainda demonstra uma expansão de 1,5%, indicando um crescimento gradual em um período mais longo.
Esses números fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), um levantamento detalhado apresentado nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com este desempenho, o setor de comércio encontra-se 1,5% abaixo do seu pico histórico, registrado em março de 2026.
Fatores de influência e desempenho setorial
Das oito categorias de atividades analisadas pelo IBGE, seis registraram retração nas vendas entre março e abril. O comércio de lubrificantes, em particular, destacou-se negativamente neste período.
É importante notar que abril marcou o segundo mês consecutivo sob a influência do conflito no Oriente Médio, um fator que contribuiu para a elevação global dos preços dos combustíveis.
A seguir, detalhamos o desempenho das principais atividades pesquisadas:
O segmento de hipermercados e supermercados mantém sua relevância na pesquisa, respondendo por expressivos 56,6% do total do comércio nacional.
Panorama do comércio varejista ampliado e atacado
No âmbito do comércio varejista ampliado, que engloba setores como veículos, motos, peças, material de construção e produtos alimentícios, a queda foi de 0,7% entre março e abril. No entanto, o acumulado de 12 meses para este segmento mostra uma alta de 1,8%.
Contexto econômico geral: indústria e serviços
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) integra um conjunto de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Recentemente, o instituto também revelou que a indústria registrou um crescimento de 0,7%, marcando o quarto mês consecutivo de expansão.
Adicionalmente, o setor de serviços apresentou um avanço de 1,2% na transição de março para abril, representando sua primeira alta após um período de seis meses de estagnação ou queda.

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