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Sexta-feira, 07 de Agosto 2026
Notícias/Política

Projeto de lei busca impedir que condenados por homicídio recebam herança indireta

Proposta em análise na Câmara dos Deputados visa corrigir brechas no Código Civil.

Projeto de lei busca impedir que condenados por homicídio recebam herança indireta
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Um projeto de lei crucial está em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 23/26, que visa alterar o Código Civil para coibir que herdeiros condenados por homicídio tenham acesso, por vias indiretas, à herança de outros membros da família. A proposta, que busca fechar brechas legais, impede que indivíduos que, por exemplo, assassinaram os pais, possam subsequentemente herdar bens de tios, irmãos ou sobrinhos, um movimento que reforça o 'instituto da indignidade' na legislação brasileira.

A discussão em torno do projeto ganhou relevância ao fazer referência a casos notórios, como o de Suzane von Richthofen. Condenada a 39 anos de prisão pelo planejamento do assassinato de seus pais em 2002, e atualmente em regime aberto, ela gerou debate público pela possibilidade legal de herdar parte do patrimônio de um tio já falecido.

Atualmente, o 'instituto da indignidade', que determina a perda do direito à herança por crime doloso, aplica-se apenas quando a infração é cometida contra o titular dos bens, seu cônjuge, companheiro, pais ou filhos. O Projeto de Lei 23/26 propõe expandir essa proteção para abranger parentes colaterais até o quarto grau, como irmãos, tios e sobrinhos.

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Ampliação da proteção familiar

A deputada Dayany Bittencourt (União-CE), autora da proposta, defende que o projeto é fundamental para corrigir lacunas na legislação que poderiam, inadvertidamente, beneficiar criminosos. Ela argumenta que “permitir que um homicida herde de outro membro da família que ele próprio ajudou a dilacerar é uma forma indireta de benefício, que mancha a finalidade do direito”, ressaltando a importância de uma legislação mais justa e abrangente.

Tramitação e próximos passos

A tramitação do Projeto de Lei 23/26 ocorre em caráter conclusivo. Após sua análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a proposta seguirá para apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados, onde será submetida à votação final.

Entenda melhor o processo de tramitação de projetos de lei na Câmara.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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