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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Prévia da inflação (IPCA-15) registra 0,62% em maio, impulsionada por alimentação e bebidas

O resultado, divulgado pelo IBGE, representa uma desaceleração de 0,27 ponto percentual em relação à taxa de abril.

Prévia da inflação (IPCA-15) registra 0,62% em maio, impulsionada por alimentação e bebidas
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A prévia da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma variação de 0,62% em maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este índice, que serve como um termômetro da economia, foi impulsionado principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas.

O resultado de maio representa uma desaceleração de 0,27 ponto percentual em comparação com a taxa de abril, que havia sido de 0,89%.

Em uma análise mais ampla, o IPCA-15 acumula uma alta de 3,02% no ano. Nos últimos 12 meses, a variação atingiu 4,64%, superando os 4,37% registrados no período imediatamente anterior.

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Para contextualizar, em maio de 2025, o mesmo indicador havia marcado 0,36%.

Principais variações por grupo

Dentre os nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, o setor de alimentação e bebidas destacou-se com a maior variação, alcançando 1,38%.

Na sequência, os grupos de habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%) também exerceram significativa influência no índice geral do IPCA-15.

Os demais grupos apresentaram variações que oscilaram entre -0,33%, observado em transportes, e 0,50%, em despesas pessoais.

Desaceleração em transportes e combustíveis

No grupo de transportes, que registrou um índice de -0,33%, os combustíveis apresentaram uma notável desaceleração, passando de 6,06% em abril para -1,47% em maio. Essa queda foi impulsionada por decréscimos nos preços do etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%).

Em contraste, o gás veicular teve um aumento de 2,12%, e as passagens aéreas subiram 3,25%, revertendo a queda de 14,32% observada em abril.

Ainda dentro do setor de transportes, o IBGE ressaltou a queda de 0,56% no ônibus urbano. Essa redução pode ser atribuída à implementação de gratuidades ou tarifas reduzidas em domingos e feriados em diversas capitais brasileiras.

Em São Paulo, a variação foi de 0,44%, enquanto em Salvador foi de 0,36%. Já em feriados, Brasília (-3,30%), Belém (-3,41%), Belo Horizonte (-3,29%) e Curitiba (-1,46%) registraram quedas significativas.

Destaques em alimentação e habitação

O grupo de alimentação e bebidas, que apresentou uma alta de 1,38%, mostrou que a alimentação consumida no domicílio teve uma leve desaceleração, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio.

Essa moderação foi influenciada pela queda nos preços de itens como maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%). Em contrapartida, houve expressivos aumentos na batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%).

A alimentação fora do domicílio também desacelerou, registrando 0,51% em maio contra 0,7% em abril. Essa variação foi impactada pela refeição (0,57%) e pelo lanche (0,37%), que haviam subido 0,65% e 0,87%, respectivamente, no mês anterior.

No grupo de habitação, que teve uma alta de 1,03%, o principal fator de impacto foi o acréscimo de 2,16% na energia elétrica residencial.

Segundo o IBGE, essa elevação na energia elétrica se deve à vigência da bandeira tarifária amarela em maio, que adiciona R$1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Setor de saúde e cuidados pessoais

O setor de saúde e cuidados pessoais registrou uma alta de 1,05%, influenciado principalmente pelos produtos de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%) e planos de saúde (0,5%).

O IBGE informou que o reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, autorizado a partir de 1º de abril, também contribuiu para o aumento nesta categoria.

Detalhes da coleta e abrangência

A coleta dos preços para o IPCA-15 ocorreu no período de 16 de abril a 15 de maio, sendo comparados com os valores praticados entre 18 de março e 15 de abril de 2026.

Este indicador abrange famílias com rendimento mensal entre 1 e 40 salários-mínimos e sua pesquisa se estende por diversas regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba.

Além dessas, o levantamento também inclui Brasília e o município de Goiânia, garantindo uma ampla representatividade geográfica.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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