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Sábado, 08 de Agosto 2026
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Comissão da Câmara aprova direito de escolha do idoso em contratação de crédito

Projeto de lei que garante autonomia ao cidadão idoso na adesão a operações de crédito avança na Câmara dos Deputados.

Comissão da Câmara aprova direito de escolha do idoso em contratação de crédito
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados deu aval a um projeto de lei que assegura ao cidadão idoso a prerrogativa de decidir como deseja formalizar operações de crédito. A proposta, focada em garantir a autonomia e proteção do público sênior, agora segue para análise em outras instâncias legislativas.

O texto consolidado, apresentado pelo relator Geraldo Resende (UNIAO-MS), unifica o Projeto de Lei 46/24, de autoria da deputada Flávia Morais (MDB-GO), e outras seis proposições. A nova redação busca um equilíbrio entre a salvaguarda do consumidor e o respeito à sua capacidade de escolha.

A medida estabelece que a pessoa idosa terá a opção de escolher entre o atendimento presencial, digital ou um modelo híbrido para a contratação de crédito. Essa flexibilidade contrasta com a versão original, que impunha a contratação apenas por meio físico e proibia modalidades puramente telefônicas ou digitais.

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“Os consumidores com 60 anos ou mais, ao contrário do que se costuma pensar, não formam um grupo homogêneo nem incapaz”, ressaltou Geraldo Resende em seu parecer. O substitutivo visa, portanto, harmonizar a proteção com a autonomia desses indivíduos.

A proposição altera dispositivos do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/03). Adicionalmente, o texto visa proteger este público contra práticas de publicidade ou oferta de crédito que sejam consideradas abusivas, insistentes ou constrangedoras.

Próximos passos da proposição

A proposta legislativa ainda será submetida à avaliação conclusiva das comissões de Defesa do Consumidor, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, necessita de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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