A equipe médica do hospital DF Star, em Brasília, confirmou na tarde desta sexta-feira (1º de maio de 2026) que a cirurgia no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro foi finalizada com êxito. De acordo com o boletim oficial, o procedimento de reparo artroscópico do manguito rotador e de lesões associadas transcorreu sem qualquer tipo de complicação.
Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária, deu entrada na unidade hospitalar por volta das 7h da manhã, acompanhado por um comboio discreto e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O procedimento cirúrgico, realizado por meio de uma técnica minimamente invasiva, durou cerca de três horas e foi liderado pelo ortopedista Alexandre Firmino Paniago, com o apoio de uma equipe multidisciplinar que incluiu cardiologistas e cirurgiões gerais.
Recuperação e acompanhamento médico
Após a conclusão da cirurgia, o ex-presidente foi encaminhado para uma unidade de internação comum. Segundo os médicos, ele permanecerá no hospital para monitoramento clínico e controle de dores pós-operatórias. "No momento, o paciente encontra-se estável e em observação", informou a nota assinada pela direção do hospital.
Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais mais cedo para pedir orações e, após o término da operação, agradeceu o apoio dos seguidores, informando que o marido passa bem. Ainda não há uma previsão exata para a alta hospitalar, que dependerá da evolução do quadro nas próximas 24 horas.
Contexto jurídico e saúde
A realização da cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa de Bolsonaro havia solicitado a intervenção médica alegando dores persistentes e limitação de movimentos, decorrentes de uma queda sofrida pelo ex-presidente em janeiro deste ano, enquanto ainda estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal.
Vale lembrar que Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e três meses de prisão. A migração para o regime domiciliar ocorreu em março, após ele ter sido internado com um quadro grave de broncopneumonia bacteriana, o que exigiu cuidados médicos contínuos.

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