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Sábado, 08 de Agosto 2026
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Câmara dos Deputados avança em proposta de redução da maioridade penal

Aprovada na CCJ, medida ainda enfrenta longo caminho legislativo antes de possível vigência.

Câmara dos Deputados avança em proposta de redução da maioridade penal
© Lula Marques/ Agência Brasil
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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo nesta quarta-feira (10) ao aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A decisão contou com 44 votos a favor e 18 contrários, marcando um avanço no debate sobre a responsabilização de jovens infratores.

Apesar da aprovação na CCJ, a proposta ainda precisa percorrer um extenso processo legislativo antes que possa se tornar lei. O projeto não segue imediatamente para votação em plenário, indicando que sua tramitação será cautelosa.

O próximo estágio envolve a formação de uma Comissão Especial temporária, designada pela Mesa Diretora da Câmara. Esta comissão terá a responsabilidade de examinar o mérito da proposta, podendo realizar audiências públicas, propor emendas e votar um relatório final.

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Se o texto for aprovado pela Comissão Especial, será então submetido à deliberação do Plenário da Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma Emenda à Constituição, a aprovação exige um quórum qualificado: no mínimo três quintos dos deputados (308 de 513), em dois turnos de votação. Posteriormente, a matéria será enviada ao Senado Federal, onde passará por um processo análogo.

Histórico da proposta

A PEC 32/2015, apresentada originalmente em maio de 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outros parlamentares, visava estabelecer a maioridade civil e penal aos 16 anos. Desde então, a proposta esteve sob análise da CCJ para avaliação de sua constitucionalidade.

Ao longo de mais de uma década, a PEC teve diferentes relatores e chegou a ser arquivada em 2019. Nos últimos meses, o debate sobre o texto foi reaquecido. Em maio, o relator atual, deputado Coronel Assis (PL-MT), apresentou um parecer favorável à admissibilidade jurídica da matéria, que foi votado na CCJ após a rejeição de pedidos de adiamento pela oposição.

Alterações no texto original

O substitutivo apresentado pelo relator manteve as regras cíveis atuais, diferentemente da proposta original que contemplava maioridade plena.

Dessa forma, os direitos políticos e a maioridade civil dos jovens permanecem inalterados. O alistamento eleitoral e o voto continuam facultativos aos 16 anos, tornando-se obrigatórios apenas a partir dos 18 anos.

Durante as discussões na CCJ, defensores da medida argumentaram que a redução da maioridade penal atende a demandas sociais por segurança pública e maior responsabilização. Em contrapartida, opositores levantaram preocupações sobre a violação de direitos fundamentais garantidos pela Constituição, defendendo a priorização de políticas públicas educacionais.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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