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Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Brasil registra menor impacto do aumento global do petróleo em preços de gasolina e diesel, aponta Ineep

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) revelou que, entre 23 de fevereiro e 8 de junho, a alta da gasolina foi de 4,9% e do diesel de 13,6% no Brasil, bem abaixo da média mundial de 17,5% e 23,3%, respectivamente.

Brasil registra menor impacto do aumento global do petróleo em preços de gasolina e diesel, aponta Ineep
© José Cruz/Agência Brasil
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O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) divulgou um estudo que mostra que os preços da gasolina e do diesel no Brasil registraram aumentos significativamente menores que a média global entre 23 de fevereiro e 8 de junho. Este cenário, em meio ao conflito envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel, foi atribuído à política de preços e subsídios do governo federal, que conseguiu mitigar o impacto do choque do petróleo no mercado doméstico.

Durante o período analisado, o aumento percentual médio mundial para a gasolina atingiu 17,5%, e para o diesel, 23,3%. Em contraste, os consumidores brasileiros enfrentaram reajustes de apenas 4,9% na gasolina e 13,6% no diesel, evidenciando uma proteção maior contra a volatilidade externa.

A pressão inflacionária sobre os combustíveis no Brasil se mostrou notavelmente inferior à observada em outras economias relevantes, como os Estados Unidos e a Argentina.

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Nos Estados Unidos, a maior economia global e principal consumidora de derivados de petróleo, a gasolina registrou uma elevação de 36,1%, e o diesel, de 36,8%. Na Argentina, que é o maior parceiro econômico do Brasil na América do Sul, os aumentos foram de 21,1% para a gasolina e 23,7% para o diesel.

Segundo o Ineep, a implementação de uma política de preços e subsídios por parte do governo federal foi crucial para a estabilização dos valores dos combustíveis em território nacional.

Uma nota à imprensa, divulgada nesta quinta-feira (18) com a nova edição do Boletim de Preços dos Combustíveis do instituto, ressalta que “as medidas emergenciais adotadas para conter os efeitos do choque do petróleo sobre os preços dos combustíveis foram muito importantes”.

Vulnerabilidades do setor

Apesar dos resultados positivos, o Ineep adverte que as ações emergenciais são “insuficientes para enfrentar vulnerabilidades estruturais do setor”.

O centro de estudos defende que a diminuição da exposição do mercado interno à volatilidade internacional exige uma estratégia de longo prazo. Essa estratégia deve focar no fortalecimento da Petrobras, na ampliação da capacidade de refino e na retomada de sua atuação em elos estratégicos da cadeia de abastecimento, particularmente na distribuição.

O período de análise do Ineep sobre a variação dos preços dos combustíveis abrange eventos críticos. Entre eles, estão o início das operações aéreas contra o Irã, o falecimento de Ali Khamenei (líder religioso supremo do país), a paralisação da rota marítima no Estreito de Ormuz e o começo das negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos para a resolução do conflito.

Adicionalmente, o Ineep constatou uma queda expressiva de 7,3% no preço do álcool (etanol hidratado) durante o mesmo período. Essa redução é reflexo do início da safra 2026/2027 e do consequente aumento da oferta, com uma intensidade superior à verificada em anos anteriores.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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