Prepare o bolso: a partir do primeiro minuto deste domingo (11 de janeiro de 2026), a tarifa dos ônibus urbanos municipais do Rio de Janeiro passará dos atuais R$ 4,40 para R$ 5,00. O decreto, assinado pelo prefeito e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial, justifica o aumento com base na inflação acumulada, no aumento dos custos de combustível (diesel) e na renovação da frota do BRT.
Com a mudança, o Rio se junta a outras capitais que já operam com a tarifa na casa dos cinco reais, buscando equilibrar o subsídio pago pela prefeitura às empresas consorciadas.
O Que Muda no Sistema de Transportes?
O reajuste não se limita apenas aos ônibus "comuns". Confira como ficam os principais modais:
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Ônibus Comuns e Ligeirinhos: R$ 5,00.
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BRT (Corredores Transcarioca, Transolímpica, Transoeste e Transbrasil): R$ 5,00.
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VLT (Centro e Porto Maravilha): R$ 5,00.
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Bilhete Único Carioca (BUC): O valor da integração (dois transportes em até 3 horas) também sobe proporcionalmente, passando para R$ 5,00.
💳 Atenção ao Bilhete Único e Subsídios
Para quem utiliza o Bilhete Único Intermunicipal (BUI), as regras de teto e integração estadual permanecem as mesmas por enquanto, mas o custo da perna municipal será debitado pelo novo valor.
Dica de Serviço: Os créditos carregados nos cartões Riocard Mais antes da mudança de domingo ainda serão debitados pelo valor antigo (R$ 4,40) por um período de transição de 30 dias, conforme a legislação vigente. Após esse prazo, todos os débitos serão pelo valor atualizado.
Impacto no Orçamento
Para o trabalhador que utiliza dois ônibus por dia (ida e volta), o gasto mensal saltará de aproximadamente R$ 193,60 para R$ 220,00 (considerando 22 dias úteis), um impacto direto de R$ 26,40 a mais no orçamento familiar.
| Ano | Valor da Passagem | Reajuste |
| 2024/2025 | R$ 4,40 | - |
| 2026 (Atual) | R$ 5,00 | + 13,6% |
Reações e Justificativas
A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) afirma que o reajuste é necessário para manter o cronograma de entrega de novos ônibus climatizados e garantir o pagamento dos subsídios por quilômetro rodado, modelo que visa evitar o sumiço de linhas nas zonas Norte e Oeste. Por outro lado, associações de moradores e grupos de defesa do consumidor prometem acionar a justiça para questionar o índice de aumento.

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