O adolescente de 17 anos, apontado pela Polícia Civil como o principal articulador no caso de estupro coletivo de uma jovem também de 17 anos em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, se entregou à polícia na tarde da última sexta-feira, 6 de março. Ele compareceu à 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo), na Baixada Fluminense, após a expedição de um mandado de busca e apreensão.
A internação do jovem foi determinada pela Justiça após um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Inicialmente, o promotor Carlos Marcelo Messenberg havia se manifestado contra a apreensão, mas reviu sua posição com o avanço das investigações e o surgimento de novas denúncias.
O crime em questão ocorreu em 31 de janeiro deste ano, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. A vítima, uma estudante de 17 anos, foi atraída ao local pelo adolescente, que era seu colega de escola e já havia tido um relacionamento com ela.
No apartamento, a jovem foi abusada por quatro homens adultos e o adolescente. A polícia indicou que o menor é considerado o mentor de pelo menos dois casos de violência sexual investigados.
Os quatro adultos envolvidos no estupro coletivo em Copacabana já estão presos. São eles: Bruno Felipe dos Santos Alegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Todos se entregaram à polícia nos dias que antecederam a apresentação do adolescente.
Repercussões do Caso
O caso ganhou grande repercussão e levantou discussões sobre a segurança de jovens no Rio de Janeiro. Informações preliminares indicam que vídeos dos crimes podem ter sido compartilhados na escola.
Em uma das repercussões, José Carlos Costa Simonin, pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin e proprietário do apartamento onde o crime de 31 de janeiro ocorreu, foi exonerado do cargo de ex-subsecretário de governança, compliance e gestão administrativa do governo do Rio.
A investigação, conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), também levou ao surgimento de novas denúncias de estupros com modus operandi semelhante, o que levou o Ministério Público a endurecer o pedido de internação do adolescente.
Amparo à Vítima
A jovem de 17 anos segue recebendo acompanhamento psicológico e assistência social através dos órgãos municipais da Baixada Fluminense. As autoridades reforçam a importância de canais de denúncia como o Disque 190 (Polícia Militar) e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

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