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Nesta sexta-feira (11), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) negando qualquer monitoramento ilegal contra autoridades. O documento, encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, defende a legalidade dos relatórios enviados ao tribunal e pede que o pedido de seu afastamento do cargo seja sumariamente rejeitado.
No documento, Rodrigues explicou que a corporação agiu estritamente no cumprimento de ordens judiciais emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele enfatizou que os relatórios questionados não são frutos de espionagem, vigilância ou coleta clandestina de dados contra integrantes do STF ou da Advocacia-Geral da União (AGU).
O caso ganhou tração na terça-feira (9), quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e do diretor de inteligência, Leandro Almada. Mendonça alegou possíveis irregularidades e suposta espionagem contra si mesmo. Contudo, ambos retomaram as funções no dia seguinte após decisão liminar do presidente do STF, Edson Fachin.
O presidente do STF estipulou o prazo de 48 horas para a defesa e agora analisará em definitivo a permanência de Rodrigues no cargo. O embate teve origem em uma representação de Alexandre de Moraes contra Mendonça, apontando indícios de improbidade e abuso de autoridade baseados nas investigações da PF sobre o Banco Master.
Defesa técnica dos relatórios
Rodrigues rebateu a acusação de que os documentos seriam apócrifos. Segundo ele, os relatórios possuem autoria institucional registrada em sistema. A ocultação do nome do analista responsável visa apenas proteger os profissionais de inteligência, conforme determina o Decreto nº 8.793/2016 e as diretrizes da própria atividade técnica.
O chefe da corporação também contestou a legitimidade do Partido Novo, autor do pedido de afastamento acolhido por Mendonça. Rodrigues argumentou que, embora partidos possam reportar possíveis crimes às autoridades, eles não possuem prerrogativa jurídica para solicitar diretamente ao Judiciário medidas cautelares contra pessoas específicas.
Apoio da AGU e crise interna
A AGU reforçou o pedido de manutenção do diretor no cargo, alegando que o afastamento judicial do chefe da instituição interfere nas atribuições constitucionais do presidente da República. Para o órgão, a medida desestrutura o núcleo estratégico e a cadeia de comando da Polícia Federal.
A crise escalou após Mendonça retirar o sigilo de mensagens que citavam Moraes no âmbito da Operação Compliance Zero. Em reação, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das Fake News. O vaivém de decisões judiciais envolveu ainda o ministro Flávio Dino, que chegou a anular os afastamentos antes da decisão final de Fachin.

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