A médica e ex-participante do Big Brother Brasil 20, Thelma Assis, anunciou nesta segunda-feira (15) a vitória em um processo judicial movido contra o empresário Rodrigo Branco por injúria racial. O caso teve origem em declarações consideradas racistas feitas pelo empresário em 2020, quando Thelma ainda estava confinada no reality show, sendo referida como "negra coitada".
Em suas redes sociais, Thelma Assis compartilhou o sentimento de alívio e justiça após seis anos de batalha legal. Ela destacou a dificuldade em conduzir o processo, especialmente por ter sido alvo de uma injúria racial enquanto estava impossibilitada de se defender no confinamento.
A apresentadora criticou as tentativas frustradas de citação no processo e a aparente facilidade de acesso do réu, enquanto o caso permanecia sem resolução e sua imagem era publicamente divulgada. Thelma também apontou que o empresário continuou a ter seu trabalho divulgado e impulsionado por figuras da mídia, mesmo após as acusações.
Thelma Assis enfatizou que os efeitos do racismo transcendem o indivíduo, impactando toda a sociedade. Ela ressaltou os profundos danos emocionais e físicos que a violência racial pode causar, argumentando que um pedido de desculpas público não seria suficiente para reparar o dano.
A necessidade de punição educativa
A campeã do BBB 20 defendeu que a punição para atos de racismo deve ser educativa, visando prevenir a repetição de tais condutas. "Ele precisava de punição — uma punição educativa para que ações como essa não se repitam", afirmou.
Ela expressou gratidão pelo apoio recebido de seus advogados, familiares e amigos, além de mencionar o apoio de Maju Coutinho, que também teria sido alvo de ataques racistas por parte do mesmo empresário. Segundo Thelma, o empresário teria dito que Maju era "horrível" e que seu sucesso profissional se devia apenas à sua cor.
Thelma Assis concluiu informando que, caso o empresário cumpra com o pagamento da condenação e custos processuais, a verba será integralmente destinada a uma instituição que combate o racismo. Ela vê essa decisão como um desfecho alinhado com seus valores de educação, respeito e a busca por uma sociedade antirracista.

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