O bairro, conhecido por suas ruas estreitas e curvas sinuosas, enfrentou um desafio logístico crítico neste Carnaval de 2026. Com um público que superou as expectativas, a convivência entre quem queria sambar e quem precisava trabalhar tornou-se quase impossível.
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Invasão de Isopor: O relato de quem estava no local é de que as calçadas foram tomadas por depósitos fixos de ambulantes, forçando a multidão a ocupar o centro da rua de forma compacta, o que impediu a fluidez do bloco.
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Bateria Travada: Em diversos momentos, os ritmistas do Carmelitas precisaram interromper o toque para que a equipe de apoio tentasse abrir caminho entre as caixas térmicas e os carrinhos de mão.
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Clima de Tensão e Discussões
A falta de espaço gerou desentendimentos diretos:
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Bate-boca: Foliões reclamavam da agressividade de alguns vendedores ao empurrarem carrinhos por entre a multidão. Por outro lado, ambulantes alegavam prejuízo e falta de áreas demarcadas para as vendas.
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Risco de Acidentes: O "o-ó pesado" (expressão usada pelos ambulantes para pedir passagem) causou pequenos incidentes, com pessoas sendo atingidas pelas quinas das caixas de gelo e quedas em degraus e trilhos do bonde.
Falta de Ordenamento Público
A principal crítica dos organizadores do bloco e dos moradores recaiu sobre a fiscalização. Segundo testemunhas, o número de agentes da Secretaria de Ordem Pública (SEOP) era insuficiente para a dimensão do evento.
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"Não somos contra os ambulantes, eles fazem parte da festa, mas faltou o básico: ordenamento. Estava perigoso ficar ali dentro", desabafou um dos diretores do bloco sob condição de anonimato.
Reflexo na Experiência do Folião
Muitos turistas e cariocas que escolheram o Carmelitas pela tradição e pelo clima "família" acabaram desistindo do cortejo antes do fim. O cenário de lotação extrema e o bloqueio físico por mercadorias foram apontados como os principais motivos para a debandada precoce de parte do público.

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