O homem acusado de perseguir a atriz Isis Valverde por aproximadamente 20 anos, Cristiano Rodrigues Kellermann, de 43 anos, admitiu ter contratado um detetive particular para obter dados sigilosos e o endereço da artista. A informação foi revelada em detalhes por uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo, 21 de dezembro.
Kellermann foi preso em flagrante na terça-feira, 16 de dezembro, dentro do condomínio onde a atriz reside, no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Esta foi a terceira tentativa de aproximação do suspeito somente em 2025, de acordo com as investigações da Polícia Civil.
Modus Operandi e Tentativas de Aproximação
Em depoimento às autoridades, Cristiano Kellermann confessou a perseguição e detalhou como buscou informações sobre Isis Valverde. Ele utilizou os serviços de um detetive para descobrir detalhes pessoais da atriz, incluindo seu endereço, demonstrando o alto nível de sua obsessão.
Em ocasiões anteriores, o stalker conseguiu burlar a segurança do condomínio. Em janeiro deste ano, ele chegou a entrar no local e se apresentar como "primo" da atriz, sendo inclusive recepcionado por funcionários. Em junho, Kellermann foi novamente flagrado em frente à casa de Isis, desta vez levando presentes.
Na última investida, que resultou em sua prisão, ele novamente tentou se aproximar da atriz, o que levou à intervenção da Polícia Civil, com apoio da Delegacia Antissequestro (DAS). Isis Valverde e seu marido, o empresário Marcus Buaiz, não estavam em casa em algumas dessas ocasiões.
Desdobramentos e Repercussão
A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante de Cristiano Rodrigues Kellermann em preventiva, considerando o risco contínuo que ele representava para a atriz. A defesa do suspeito solicitou uma avaliação psiquiátrica urgente, que foi prontamente autorizada pela Justiça.
Em nota oficial, Isis Valverde agradeceu o trabalho das autoridades e destacou que a segurança de sua família é sua prioridade. O caso de stalking da atriz acende um alerta para o crescimento desse tipo de crime no Brasil, que registrou mais de 95 mil ocorrências em 2024.

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