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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Notícias/Direitos Humanos

População em situação de rua no estado do Rio de Janeiro é a segunda maior do país

Estado registra mais de 35 mil pessoas nessa condição no CadÚnico e busca ampliar direitos e acolhimento com novas leis.

População em situação de rua no estado do Rio de Janeiro é a segunda maior do país
© Jose Cruz/Agência Brasil
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Nesta quarta-feira (19), data em que se celebra o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o estado do Rio de Janeiro destaca-se negativamente. O território fluminense concentra 35.406 pessoas registradas nessa condição no CadÚnico, configurando o segundo maior contingente do país.

O grave cenário de pobreza extrema é impulsionado pelo rompimento de laços familiares e pelas barreiras na obtenção de moradia e trabalho. Para enfrentar essa realidade, o legislativo local aprovou normativas voltadas à ampliação do acolhimento e garantia de direitos.

Dados de maio de 2026 apontam 388.855 pessoas em situação de rua no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional com 159.290 registros, enquanto Minas Gerais aparece logo atrás do Rio, ocupando o terceiro lugar com 34.849 cadastrados.

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Legislação

A Lei 9.302/21 criou a Política Estadual para a População em Situação de Rua. A norma define o grupo como pessoas de extrema pobreza, sem moradia convencional e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos.

A legislação assegura acesso facilitado a serviços de saúde, educação, assistência social, habitação, segurança, cultura e geração de renda. Também prevê redes de abrigamento temporário e ações de segurança alimentar.

Fica proibida qualquer forma de discriminação no atendimento por motivos econômicos, étnico-raciais ou de saúde, abrangendo quadros de dependência química. A capital fluminense lidera o número de registros entre os municípios do estado.

Confira os principais números nas cidades do estado:

  • Rio de Janeiro: 22.352 pessoas;
  • Niterói: 1.015;
  • Duque de Caxias: 977;
  • Nova Iguaçu: 727;
  • Volta Redonda: 488;
  • São Gonçalo: 484;
  • Maricá: 471;
  • Macaé: 402;
  • Cabo Frio: 333;
  • Petrópolis: 305.
  • Recomeço

    O escritor Leonardo Motta superou um período de um ano e três meses vivendo nas ruas após enfrentar dependência química por duas décadas. Hoje, ele está sóbrio há nove anos, reside na Ilha de Paquetá e possui três livros publicados.

    “O que me levou a essa situação foi a dependência química. Usei drogas durante 20 anos, entre álcool, cocaína e crack. Consegui sair das ruas quando aceitei ajuda e fui para uma instituição de tratamento, onde permaneci por sete meses.”

    Leonardo também criou a Revista na Calçada, voltada a dar visibilidade a essa parcela da sociedade. Ele participará de um evento na Biblioteca Estadual, na Avenida Presidente Vargas, centro, para debater o tema.

    “O conselho que deixo para quem está nessa situação é que aceite ser ajudado. De um lado, existe alguém disposto a ajudar; do outro, é preciso que a pessoa também aceite essa ajuda.”

    FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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