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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Polícia Federal prende hacker Victor Sedlmaier em Dubai em desdobramento da Operação Compliance Zero ligada ao Banco Master

Ação conjunta com a Interpol resulta na captura do foragido da Justiça, suspeito de ataques cibernéticos em benefício de Daniel Vorcaro.

Polícia Federal prende hacker Victor Sedlmaier em Dubai em desdobramento da Operação Compliance Zero ligada ao Banco Master
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF), em uma operação conjunta com a Interpol e autoridades locais, efetuou nesta quinta-feira (16) a prisão de Victor Lima Sedlmaier em Dubai. Ele é um dos principais investigados na Operação Compliance Zero, que apura um vultoso escândalo financeiro envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador Daniel Vorcaro. Sedlmaier, um hacker procurado pela Justiça brasileira, é suspeito de envolvimento em atividades cibernéticas ilícitas relacionadas ao caso.

O mandado de prisão contra Victor Lima Sedlmaier havia sido expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e ele era considerado foragido da Justiça. Sua captura em Dubai foi o resultado de uma coordenação estratégica entre a PF, a Interpol e as forças policiais dos Emirados Árabes Unidos.

Em comunicado oficial, a Polícia Federal informou que ativou os mecanismos de cooperação policial internacional após identificar que o hacker tentava ingressar no território dos Emirados Árabes Unidos.

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"A atuação conjunta das autoridades resultou na determinação de não admissão do investigado no país e sua imediata deportação para o Brasil", detalhou a PF na nota.

Após ser deportado, Sedlmaier, que é investigado na 6ª fase da Operação Compliance Zero, foi formalmente preso ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Os Grupos Investigados

A 6ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (14), já havia levado à prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta que Henrique exercia uma função de liderança no gerenciamento do grupo conhecido como "A Turma", descrito como uma milícia pessoal do ex-banqueiro.

Os principais focos desta etapa da investigação são os grupos "A Turma" e "Os Meninos". Conforme relatório da PF enviado ao STF, esses coletivos eram compostos por indivíduos encarregados de monitorar e intimidar desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

Sedlmaier, em particular, é suspeito de fazer parte do grupo "Os Meninos". Este grupo seria especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, sempre agindo em benefício de Daniel Vorcaro.

A Posição do STF e Novas Evidências

O ministro do STF André Mendonça, responsável por autorizar as prisões, destacou a participação de Henrique Moura Vorcaro. "Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso", afirmou.

A descoberta da existência dessa milícia pessoal pela PF se deu a partir da análise de mensagens extraídas do aparelho celular do próprio Daniel Vorcaro.

As evidências acerca das atividades ilícitas do grupo foram se acumulando à medida que as investigações progrediam. Entre elas, destacam-se conversas encontradas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, detido em 4 de março durante a 3ª fase da Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Devido ao seu papel de destaque e influência sobre "A Turma", a Justiça determinou sua transferência de Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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