Visando ampliar o acolhimento a pessoas de 13 a 24 anos, a plataforma Pode Falar foi integrada ao aplicativo Meu SUS Digital para oferecer assistência gratuita em saúde mental. A medida busca facilitar o acesso de jovens que necessitam de orientação qualificada e escuta emocional no Sistema Único de Saúde (SUS).
Anteriormente, o serviço registrava cerca de 1,1 mil interações a cada mês. Com a inclusão direta no sistema nacional do Ministério da Saúde, a meta das autoridades é expandir a capacidade para até 11 mil acolhimentos mensais de forma totalmente virtual.
Desenvolvido em cooperação com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o projeto foca na redução de barreiras sociais. O objetivo central é alcançar aqueles que ainda hesitam em procurar unidades presenciais de atendimento público.
Como funciona o acesso na plataforma
Para utilizar a ferramenta, o cidadão deve abrir o Meu SUS Digital e procurar a opção "Pode Falar" na seção de miniaplicativos. O atendimento é disponibilizado de segunda a sábado, das 8h às 22h, com garantia de sigilo e opção de anonimato.
O primeiro contato é gerenciado por um chatbot inteligente, que também disponibiliza materiais explicativos simplificados sobre bem-estar emocional. Caso o usuário deseje ou demonstre necessidade, a conversa é imediatamente transferida para um atendente humano.
A tecnologia empregada conta com recursos de inteligência artificial capazes de examinar o teor das mensagens digitadas. Ao identificar indícios de risco elevado ou crise severa, o algoritmo emite um alerta prioritário para a equipe de suporte especializado.
Os atendimentos remotos são executados por universitários de graduação e pós-graduação em psicologia, medicina e educação. Esses estudantes atuam devidamente supervisionados por professores e seguem rigorosos protocolos de saúde.
Encaminhamento e suporte presencial
O Ministério da Saúde ressalta que, se o sofrimento emocional persistir ou afetar a rotina de estudos, trabalho e relacionamentos, a busca por apoio presencial é fundamental.
A rede pública oferece assistência integral na atenção primária por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Quando há necessidade de acompanhamento complexo, o paciente é direcionado para a atenção especializada da rede pública.

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