Uma sequência de temporais que atingiu diferentes regiões do Brasil desde o feriado do Dia do Trabalhador, na última sexta-feira (1º), resultou na morte de dez pessoas e deixou ao menos três desaparecidas. Os estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul foram os mais afetados pelos volumes extremos de chuva, que provocaram deslizamentos de terra, alagamentos e naufrágios.
Em Pernambuco, a situação é crítica, com seis mortes confirmadas na Região Metropolitana do Recife e 1.906 pessoas desabrigadas em todo o estado. No bairro de Dois Unidos, na Zona Norte da capital, um deslizamento de barreira soterrou uma família, resultando na morte de Jaqueline Soares da Silva, de 24 anos, e seus dois filhos, Riquelmy, de 6 anos, e Maria Helena, de apenas 1 ano e 6 meses. Em Olinda, outra tragédia semelhante no bairro do Passarinho vitimou Bruna Karina da Silva, de 20 anos, e seu bebê de 6 meses. Um homem de 34 anos também morreu por afogamento em São Lourenço da Mata.
Na Paraíba, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que cerca de 1.800 famílias precisaram ser deslocadas para abrigos públicos devido a alagamentos severos. Em João Pessoa, o volume de chuva chegou a 219 milímetros em apenas 48 horas, isolando comunidades. Em Guarabira, a fatalidade envolveu dois homens que morreram eletrocutados enquanto realizavam preparativos para uma corrida de rua comemorativa.
No Rio Grande do Sul, as chuvas afetaram ao menos 19 municípios e causaram dois óbitos confirmados. Em Pelotas, o naufrágio de um barco de pesca na Lagoa dos Patos resultou na morte de um tripulante, enquanto outros três pescadores permanecem desaparecidos; as buscas contam com o apoio da Marinha. Em Canguçu, um jovem de 24 anos morreu eletrocutado em sua residência durante a tempestade. A Defesa Civil estadual já havia emitido alertas para rajadas de vento de até 90 km/h e queda de granizo na região.

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