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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

Ministro Fachin determina desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca para proteger povo Arara no Pará

Governo federal tem 90 dias para apresentar plano de retirada de não indígenas da área.

Ministro Fachin determina desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca para proteger povo Arara no Pará
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (31) que o governo federal elabore um plano de desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará. A medida visa a proteção do povo Arara e a regularização do território, buscando combater violações de direitos e garantir a integridade da área.

Demarcado em 2016, o território, lar do povo Arara, continua a ser palco de graves problemas. A área sofre com desmatamento ilegal, grilagem de terra e violência, além dos persistentes impactos decorrentes da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

A decisão judicial estabelece que a União deve apresentar, em um prazo de 90 dias, um plano detalhado para a retirada de não indígenas da Terra Indígena Cachoeira Seca. Este plano incluirá um cronograma para a saída dos invasores e a indenização de ocupantes de boa-fé, a serem identificados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

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Além disso, Fachin exigiu a formação de um comitê de governança. O objetivo é assegurar a proteção de indígenas isolados e de recente contato, categoria que inclui o povo Arara, residente na região.

O plano de desintrusão também deverá contemplar a avaliação do cumprimento das condicionantes ambientais. Estas foram estabelecidas como contrapartida durante a construção da Usina de Belo Monte.

Ao justificar as medidas, o ministro Fachin ressaltou que a situação na Terra Indígena Cachoeira Seca é um claro exemplo da violação dos direitos dos povos indígenas.

"As ações relativas à TI Cachoeira Seca conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade onde a omissão estatal se manifesta", declarou Fachin. Ele enfatizou que o objetivo é "evitar que a gravidade vivida pelo povo Arara persista".

A decisão do STF foi impulsionada por uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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